Na noite da última quarta-feira (2), um incidente alarmante ocorreu no Hospital Estadual Azevedo Lima (Heal), em Niterói, envolvendo um acompanhante de paciente e seguranças do local.
O homem, visivelmente agitado devido à angústia por não conseguir acompanhar a mulher durante o atendimento médico, acabou quebrando a porta de vidro da unidade ao chutar o vidro.
O ato de desespero resultou em ferimentos no próprio acompanhante, que, em busca de uma solução para a situação, acabou sendo agredido pelos seguranças presentes.
De acordo com depoimentos de testemunhas, a situação rapidamente se transformou em um confronto físico. Imagens que circulam nas redes sociais mostram uma cena de caos, na qual três homens, sendo dois seguranças e um civil, se envolvem em um ataque ao acompanhante.
As táticas utilizadas pelos seguranças levantam questionamentos sobre a adequação e o treinamento da equipe, uma vez que a abordagem pareceu desproporcional e agressiva.
Analistas da segurança pública destacam que, em situações como esta, a melhor medida seria acionar as autoridades competentes, como a Polícia Militar, em vez de optar por ações violentas.
A escolha de recorrer à força ao invés de meios não violentos levanta preocupações sobre o preparo dos profissionais de segurança e a responsabilidade da gestão municipal na seleção dessas empresas.
Este incidente ressalta a importância de uma revisão na contratação de serviços de segurança em instituições públicas, uma vez que a falta de um protocolo adequado pode resultar em desfechos trágicos.
Portanto, um exame mais criterioso por parte das autoridades locais é imprescindível para evitar que episódios de violência se tornem parte da rotina em estabelecimentos que deveriam priorizar o cuidado e o acolhimento aos pacientes e seus acompanhantes.