O Supremo Tribunal Federal (STF) montou uma operação de segurança inédita para o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e de sete aliados, marcado para começar em 2 de setembro.
O aparato chega a níveis que raramente se vê no país, com 30 policiais da Justiça Judicial alojados dentro do prédio do STF, em Brasília, desde 21 de agosto, garantindo a proteção do Palácio, anexos e dos 11 ministros da Corte.
Os agentes foram deslocados de tribunais federais do Rio de Janeiro, São Paulo e de outras regiões do país.
Um alojamento foi montado especialmente, com estrutura de pernoite e plantão contínuo, para acomodar todos os policiais, incluindo duas mulheres, mantendo vigilância intensa até o fim do julgamento.
Na Esplanada, a Polícia Militar do Distrito Federal reforçará a segurança com viaturas, Tropa de Choque, Bope e COTI da Polícia Federal.
A Praça dos Três Poderes será fechada no dia 2 de setembro, com controle rigoroso de acesso, enquanto varreduras com cães farejadores garantirão a detecção de qualquer ameaça.
A medida é considerada histórica não apenas pelo tamanho do aparato, mas pelo grau de risco envolvido no julgamento. Bolsonaro e parte de sua cúpula política e militar respondem por participação em trama golpista para reverter o resultado das eleições de 2022, em um processo que coloca o país em alerta.
O STF busca com isso reduzir ao máximo qualquer risco durante o julgamento, transformando o prédio em um verdadeiro quartel, onde os agentes permanecem de plantão até o desfecho do processo, previsto para 12 de setembro.
Essa operação sem precedentes evidencia o nível de perigo atribuído aos réus mostrando que, para a Justiça, o julgamento exige proteção extrema e vigilância contínua, digna de um criminoso de alta periculosidade.