Novos Nomes na Rede de Epstein
A investigação sobre a rede de exploração sexual de Jeffrey Epstein ganhou um novo impulso com o depoimento de Sarah Kellen, ex-assistente de longa data do financista. Em uma entrevista a portas fechadas com o Comitê de Supervisão da Câmara, Kellen apresentou três novos nomes de indivíduos supostamente envolvidos nos crimes de Epstein. O presidente do comitê, James Comer, descreveu a revelação como uma “pista promissora” e expressou otimismo quanto ao avanço das investigações.
Depoimento Detalhado de Kellen
Durante horas de depoimento, Sarah Kellen, que já foi investigada como possível co-conspiradora de Epstein, declarou que foi vítima de abusos sexuais e psicológicos por parte do magnata. Ela descreveu em detalhes gráficos os abusos que afirma ter sofrido, incluindo incidentes em seu quarto e um ataque violento em Palm Beach. Kellen também mencionou que a fazenda de Epstein no Novo México foi um dos locais onde sofreu agressões.
Complexidade do Caso e Novas Perguntas
Apesar de fornecer novos nomes, Kellen também expressou que não possuía conhecimento sobre os abusos sofridos por outras pessoas e que não compartilharia informações sobre potenciais cúmplices além das já reveladas. Deputados como Raja Krishnamoorthi indicaram a necessidade de uma nova entrevista, possivelmente sob intimação, para aprofundar as questões sobre outros envolvidos e entidades na rede de Epstein.
Revisão da Investigação e Relação com Figuras Públicas
Comer criticou o Departamento de Justiça por ter entrevistado Kellen apenas em 2019, sugerindo uma má condução do caso. Ele acredita que Kellen foi, de fato, uma vítima. Sobre a relação de Epstein com Donald Trump, Kellen testemunhou que, embora não tenha presenciado comportamentos inadequados de Trump, acreditava que eles foram próximos. Ela mencionou que Epstein frequentava o Mar-a-Lago, mas teria sido expulso por Trump.