Com uma arrecadação de bilhões apenas no primeiro semestre de 2025, Maricá caminha para bater um recorde histórico: a previsão total para o ano ultrapassa os R$ 7 bilhões.
Uma cidade milionária, que lidera inclusive a arrecadação de royalties de petróleo no estado do Rio de Janeiro recebendo R$ 108,8 milhões apenas em julho deveria, no mínimo, refletir essa fortuna em serviços públicos de qualidade.
Mas o que se vê nas ruas e, principalmente, nos corredores dos hospitais, é outra realidade: emergência superlotada, postos de saúde sem insumos básicos e até sem cadeiras.
O cenário é de colapso, não de progresso.
Sete meses após a posse do novo governo municipal, o discurso segue recheado de promessas e retóricas. Enquanto isso, a população sofre calada ou melhor, silenciada.
A pergunta inevitável: para onde está indo o dinheiro de Maricá?
A resposta, ao que tudo indica, passa pelo silêncio ensurdecedor da Câmara Municipal. Eleitos com o compromisso de fiscalizar e representar o povo, os vereadores parecem ter abdicado de suas cadeiras de fiscalização para sentar ao lado do poder Executivo hoje comandado por um prefeito condenado pela Justiça, e que ostenta o título indigesto de ser o mais denunciado do estado do Rio de Janeiro, quiçá do país.
O povo precisa lembrar: omissão também é escolha. E o abandono dentro da Casa de Leis tem responsáveis com nome, sobrenome e mandatos.
Enquanto os números brilham nas planilhas oficiais, Maricá sangra na realidade cotidiana.
O que há por trás dos bilhões arrecadados e da precariedade que salta aos olhos? A cidade milionária merece mais do que discursos merece respeito, transparência e vergonha na cara dos seus representantes