Cachaça, churrasco e delírio espacial: o prefeito de Maricá ignora a crise da cidade…

Prefeito de Maricá brinda com cachaça enquanto a cidade está cheia de problemas.

Enquanto a população de Maricá enfrenta dias sombrios, com hospitais superlotados, pacientes atendidos no chão e até troca de corpos no Hospital Che Guevara, o prefeito Washington Quaquá encontrou um jeito peculiar de “trabalhar”: levantar o copo.

Sim, em plena crise que ameaça até a continuidade da moeda Mumbuca rejeitada por comerciantes que temem não receber da Prefeitura e com o desemprego em massa crescendo devido o prefeito ter desempregado centenas para coloca os de fora em seus lugares, o prefeito mostra com clareza como se deve administrar uma cidade.

Devido a muita choradeira dos encostados que não querem trabalhar e sim viver às custas da prefeitura foi aliviar o estresse na cidade de Três Rios, na Fazenda Itajoana. Ali, entre leitão e cabrito no espeto, cachaça de alambique e cerveja gelada, o prefeito discursava com entusiasmo sobre “a Maricá do futuro”, como se a do presente fosse apenas um detalhe incômodo para ser empurrado ao segundo escalão.

Enquanto a cidade real sangra, o prefeito viaja em delírios espaciais: transformou a mesa do churrasco em um “centro aeroespacial”, convidando todos a embarcar em seu “foguete do tempo”. Para ele, o amanhã será de milhares de empregos mas esquece de responder como vivem os trabalhadores que hoje não têm oportunidades e buscam trabalho em uma cidade que não tem tanto espaço.

Quando fala em “cortar”, Quaquá não se refere a cortar as centenas de cargos comissionados
em seu gabinete este os APADRINHADOS DO PODER, nem os R\$ 8 milhões torrados na Marquês de Sapucaí, tampouco os R\$ 70 milhões desperdiçados em um projeto arquitetônico comprado como se fosse original de Oscar Niemeyer.

O corte, na prática, recai sempre sobre o povo: o auxílio que some, o serviço que não chega, a fila que cresce.

E, como se não bastasse o deboche, a cena em Três Rios teve direito ao “Sheik do PT” inaugurando o corte dos petiscos, sob o olhar atento do filho do ex-prefeito Luciano Rangel.

Um espetáculo político que mais parecia sátira de péssimo gosto.

Nas palavras de Quaquá, só não há lugar para os “malandros” que não querem trabalhar afirmação que carrega o mesmo preconceito já denunciado no plenário da Câmara pelo vereador Ricardinho Netuno.

Mas, na prática, quem vive de mordomias e viagens é o próprio prefeito, que parece administrar mais pelo Instagram do que pelas ruas da cidade.

Maricá sangra, mas seu prefeito tem sempre tempo para mais uma rodada de pinga. Afinal, para Quaquá, administrar é vender o amanhã em discursos fantasiosos ainda que o presente esteja sendo engolido pelo abandono.

No fim, resta lembrar: o tempo é o senhor da verdade.