Câmeras escondidas flagram momentos raros de antas e outros animais na Serra do Tepequém, em Roraima

Segredos da floresta revelados

Uma anta acompanhada de seu filhote, veados-mateiros caminhando tranquilamente e o comportamento curioso de iraras foram alguns dos momentos capturados recentemente na Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) Sesc Tepequém, em Amajari. As imagens fazem parte da fase inicial do Programa de Monitoramento de Fauna do Sesc Roraima, que busca desvendar a biodiversidade local.

Tecnologia a serviço da natureza

Para registrar esses momentos sem interferir no habitat natural, a equipe instalou cinco armadilhas fotográficas em pontos estratégicos da área de 54,6 hectares. Equipadas com sensores de movimento e calor, as câmeras são capazes de capturar imagens tanto de dia quanto à noite, permitindo o acompanhamento de espécies com hábitos noturnos, como catitus, tamanduás e jacamins.

Estratégia para a conservação

A escolha dos locais de instalação não foi aleatória: a equipe técnica mapeou trilhas, pegadas e fontes de água para garantir a eficácia da coleta de dados. Segundo a bióloga e analista técnica do Sesc, Jadna Alves, a iniciativa é fundamental para a preservação ambiental. ‘Precisamos conhecer para conservar, e é justamente esse o sentido do nosso trabalho’, destaca.

Impacto para o ecossistema

O monitoramento, que já acumula registros valiosos em apenas uma semana de operação, visa criar um banco de dados robusto para futuras pesquisas científicas e ações de educação ambiental. A presença de animais como a anta, por exemplo, é um indicador de saúde da floresta, já que a espécie desempenha um papel crucial na dispersão de sementes, auxiliando diretamente na regeneração da vegetação da Serra do Tepequém.