Caminhões invadem ruas de bairro em Campo Grande para fugir de balança da BR-262 e moradores cobram solução

Rotina de medo e transtorno no Indubrasil

Moradores do bairro Indubrasil, em Campo Grande (MS), enfrentam diariamente o tráfego intenso de caminhões e carretas que utilizam as ruas residenciais como rota de fuga. O objetivo dos motoristas é desviar de uma balança de fiscalização do DNIT instalada na BR-262. O problema, que se tornou crônico, ocorre principalmente de segunda a sexta-feira, entre 8h e 11h, horários em que a fiscalização está ativa na rodovia.

Riscos à segurança e impactos na saúde

A presença constante de veículos pesados carregando minério, cimento e calcário em vias que não foram projetadas para esse fluxo preocupa as famílias. Além do risco iminente de atropelamentos — especialmente perto de escolas e creches —, a população sofre com a degradação do asfalto e a poeira excessiva. Relatos de moradores apontam problemas respiratórios e a dificuldade de manter a limpeza básica das residências. “A gente não pode deixar as crianças vindo do colégio sozinhas. É poeira, é tudo aqui”, desabafa a moradora Mônica Pereira da Silva.

A falha na fiscalização e o impasse institucional

Embora existam placas proibindo o tráfego de veículos pesados, a sinalização é ignorada pelos motoristas. A situação é agravada pela configuração da balança de pesagem, que, segundo os moradores, acaba forçando o desvio pelo bairro. O presidente da Associação de Moradores, Ademir Bueno Jacó, destaca que a insegurança já resultou em acidentes com feridos, reforçando que a medida paliativa de instalar quebra-molas não tem sido suficiente para conter a irregularidade.

O que dizem os órgãos responsáveis

Questionados sobre as medidas para cessar o desvio, o DNIT informou que tem conhecimento da prática e atua conforme suas competências, colocando-se à disposição para uma ação integrada com a prefeitura. Por sua vez, a Agetran declarou que realiza fiscalizações e ordenamento viário no local. Apesar da promessa de diálogo entre os órgãos federal e municipal para avaliar novas estratégias, nenhuma das entidades apresentou um cronograma ou prazo concreto para solucionar definitivamente o problema que afeta a comunidade do Indubrasil.