EMS se pronuncia sobre Ozivy após aprovação da Anvisa
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou nesta terça-feira (26) o Ozivy, medicamento da EMS que utiliza a semaglutida sintética, princípio ativo conhecido por sua popularidade como “caneta emagrecedora” e presente no Ozempic. Apesar da novidade, a empresa ainda não divulgou o preço final ou a data exata em que o produto estará disponível no mercado brasileiro. Em coletiva de imprensa, o vice-presidente da EMS, Marcus Sanchez, afirmou que o objetivo é garantir um valor acessível tanto para a classe médica quanto para a população em geral.
Promessa de preço mais baixo que o mercado
Segundo Sanchez, a expectativa é que o Ozivy seja comercializado a um preço inferior aos concorrentes já estabelecidos. A EMS cogita uma redução de até 30% em relação às opções disponíveis atualmente. A farmacêutica planeja oferecer a caneta em três dosagens distintas: 0,25 mg, 0,5 mg e 1 mg, além de um pacote com duas canetas de 1 mg. A empresa declarou já ter entrado com um pedido na Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos para a definição do valor máximo de venda.
Foco inicial em pacientes diabéticos
O Ozivy, classificado como um medicamento do tipo GLP-1, é indicado primariamente para o controle do diabetes tipo 2. Sanchez ressaltou que, em um primeiro momento, o foco do medicamento será para pacientes diabéticos, sempre mediante prescrição médica. A empresa reconhece a alta demanda reprimida pela semaglutida e a necessidade de oferecer mais opções terapêuticas no mercado, tanto para profissionais de saúde quanto para pacientes.
Expectativas de mercado e faturamento
A EMS projeta um volume de vendas de 1,2 milhão de doses do Ozivy no primeiro ano de comercialização, com uma expectativa de faturamento de R$ 500 milhões. A queda da patente do Ozempic em 20 de março abriu caminho para a produção nacional de análogos sintéticos, como o Ozivy, intensificando a concorrência e as expectativas de acesso a tratamentos para diabetes e controle de peso no Brasil.