Carlos Bolsonaro critica alianças de Flávio e alerta para “discursos ilusórios”
Carlos Bolsonaro, vereador pelo Rio de Janeiro e candidato ao Senado por Santa Catarina, fez um alerta público ao irmão, Flávio Bolsonaro, em uma postagem nas redes sociais. Carlos, frequentemente apontado pelo próprio Jair Bolsonaro como o mais astuto dos irmãos em assuntos políticos, expressou preocupação com as estratégias eleitorais de Flávio, sugerindo que ele está se aliando a figuras com interesses divergentes e caindo em “discursos ilusórios”.
A importância da “argúcia política” de Carlos Bolsonaro
A publicação de Carlos Bolsonaro surge em um momento delicado para a família, com Flávio buscando se consolidar como uma alternativa política. A referência de Carlos à sua própria capacidade de discernir manhas e artimanhas políticas, algo que Jair Bolsonaro já admitiu, reforça a ideia de que ele se vê como um conselheiro estratégico. Em 2018, Carlos foi peça fundamental na campanha presidencial do pai, sendo o principal responsável pelo marketing político, em detrimento das estratégias de outros irmãos. Um episódio marcante foi a punição a Flávio em 2016, quando, após um incidente em um debate, Jair Bolsonaro tirou-lhe o acesso às redes sociais e o entregou a Carlos, que não conseguiu reverter o baixo desempenho do irmão nas urnas.
Conselhos ignorados e o risco de “morder a isca”
Carlos Bolsonaro parece acreditar que Jair Bolsonaro errou ao relegar seu papel a segundo plano em 2022, preferindo ouvir outros conselheiros. Agora, ele vê Flávio seguindo um caminho semelhante, com ele próprio sendo “escanteado”. A advertência pública ao irmão é clara: “Ouça um pouco do que venho lhe dizendo há tempos, e não apenas aqueles que possuem outros interesses ao seu redor. Você está mordendo a isca com mais facilidade do que lambari em anzol de mosquito, e o peixe vai só engordando malandramente.” Carlos critica o apoio de Flávio a Romeu Zema (NOVO) e a reforma tributária de Lula, vendo nessas alianças um desserviço à união da direita e à vitória no primeiro turno.
A ausência de apoio e a necessidade de “unir a direita”
O vereador também questiona a falta de engajamento de governadores e políticos ditos bolsonaristas na campanha de Flávio, citando Ronaldo Caiado (PSD) e Gilberto Kassab (PSD). Carlos Bolsonaro demonstra preocupação com a estratégia de Flávio, que, segundo ele, “dança travestido de bom moço”, enquanto figuras como Zema atacam o Supremo Tribunal Federal. A pergunta que fica é se Flávio perceberá a tempo os riscos de suas alianças e se o “peixe” que está engordando malandramente não o prejudicará. Carlos finaliza com um conselho direto: “Precisamos unir a direita e vencer no primeiro turno.”