A tão propagada “cidade do futuro” de Maricá escancara, mais uma vez, um contraste amargo com a realidade vivida por seus moradores.
Desta vez, o palco do descaso é a Rua Eliete Rocha dos Santos, no bairro de Aracatiba, próximo à sede da prefeitura, local já conhecido pelas lentes da TVC por inúmeras denúncias de abandono do poder público.
O protagonista da indignação é o morador Humberto, que viu sua residência ser invadida pelas águas da chuva após uma obra que, segundo ele, se mostrou mais prejudicial que benéfica.
Em um vídeo carregado de revolta, Humberto não poupa críticas à gestão municipal. Para ele, as intervenções realizadas pela prefeitura são meramente “paliativas”, comparando a situação a “tomar banho e vestir a cueca suja”.
O morador, que há anos convive com a poeira e o barro nas ruas, lamenta que “o serviço mal feito nas ruas não adianta; quando a chuva vem, a água leva tudo”, invadindo seu lar e transformando o que deveria ser um lar em um cenário de lama e sujeira.
A indignação de Humberto vai além dos prejuízos materiais. Ele questiona a prioridade dos gastos públicos, mencionando o recente investimento de R$ 750 mil em uma cantora. “Esse 750 mil reais que foi pago à cantora daria para acabar com esse problema.
Como a comunidade não é da elite, temos um tratamento desse, onde o descaso é a palavra de ordem”, desabafa o morador, expondo um sentimento de abandono e desigualdade.
Diante dos danos materiais e morais sofridos, Humberto tem o direito de buscar reparação judicial. Especialistas orientam que o morador compile todas as provas possíveis, como fotos e vídeos dos alagamentos e dos estragos, para embasar uma futura ação na justiça.
Este caso em Aracatiba lança uma sombra sobre o discurso da “cidade do futuro”, expondo a urgência de soluções efetivas para problemas básicos que afetam diretamente a qualidade de vida dos cidadãos de Maricá.