O que já estava ruim ficou ainda pior. Em Maricá, a falta de gestão na saúde provocou mais um episódio revoltante: a troca de corpos de pacientes no Hospital Municipal Dr. Ernesto Che Guevara.
A falha, que só foi descoberta no momento do velório, fez famílias mergulharem em um sofrimento duplo e inaceitável.
Enquanto isso, o prefeito Washington Quaquá (PT) utilizava suas redes sociais para postar que estava “almoçando no paraíso”, deixando a impressão de que, enquanto ele celebra, a população amarga um verdadeiro inferno.
Indicações políticas acima da competência
Grande parte das nomeações de Quaquá para cargos estratégicos não se baseia em histórico profissional ou qualificação técnica, mas em alinhamentos políticos e interesses pessoais.

Um exemplo é o atual secretário de Saúde de Maricá, Marcelo Velho, citado em reportagens do Metrópoles por já ter sido alvo da Polícia Federal em investigações de desvio milionário ligados à cúpula do PT
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Qualquer gestor responsável teria buscado um nome de reputação ilibada para uma pasta tão sensível. Mas não em Maricá. Aqui, o critério parece ser justamente o contrário: quanto mais envolvimento em escândalos, maior a chance de ocupar espaço na gestão.

Da passarela da vergonha ao caos da saúde
Não é a primeira vez que as escolhas políticas do prefeito geram prejuízos à cidade.
Maricá já virou piada nacional após o investimento de R\$ 8 milhões em um enredo carnavalesco que nada trouxe de positivo para a população.
Também já vieram à tona os R\$ 73 milhões em um suposto projeto atribuído a Oscar Niemeyer, desmentido no plenário da Câmara Municipal.

Agora, o município se depara com o mais absurdo dos erros: a troca de corpos no hospital que a propaganda oficial insiste em vender como “referência em saúde”.
O drama das famílias
Uma das famílias, já devastada pela perda, descobriu no velório que o corpo entregue não era de seu parente. A indignação foi imediata e viralizou nas redes sociais.
O jornalista Marcelo Cerqueira, um dos mais atuantes da imprensa do Rio de Janeiro e responsável por diversas denúncias já repercutidas pela grande mídia, foi categórico ao analisar a gestão do prefeito Washington Quaquá (PT). Para ele, a população pode esperar qualquer coisa dessa administração, já que o currículo do prefeito mostra um histórico marcado por condenações na Justiça e práticas questionáveis.
Cerqueira destacou que grande parte dos indicados de Quaquá é conhecida tanto da imprensa quanto da polícia, reforçando a ligação do prefeito com figuras envolvidas em escândalos. Em apenas sete meses de governo, segundo ele, Maricá só acumulou retrocessos. Enquanto isso, os aliados mais próximos desfrutam dos benefícios do poder.
“O foco dessa administração não é a população, mas os projetos pessoais do prefeito”, afirmou o jornalista, alertando que outros erros graves ainda poderão acontecer.
“Isso é desumano, é irresponsável, é inaceitável e mostra a forma vergonhosa como a saúde de Maricá vem sendo tratada”, declarou o líder comunitário Luiz Júnior.
O também líder comunitário Ivan L. criticou duramente o secretário Marcelo Velho:
“Ele prefere dar respostas superficiais, transferir responsabilidades e se esconder ao invés de resolver os problemas da cidade. É a mesma cartilha do prefeito, onde a palavra de ordem é ” POLÍTICA É ARTE DE ENGANAR O POVO”; disparou.
Nota da Prefeitura tenta abafar o caso
Em nota oficial, a Prefeitura de Maricá tentou explicar o inexplicável, atribuindo a troca de corpos a uma funerária e informando que dois profissionais foram desligados. A versão, porém, não convence a população, que vê na atitude da gestão mais uma tentativa de abafar a gravidade do caso e silenciar os familiares.
Enquanto as famílias seguem com a dor e a vergonha de uma gestão marcada por escândalos, o prefeito Quaquá continua ostentando imagens de um “PARAÍSO”que só ele parece viver distante da realidade do povo de Maricá.