Correio Braziliense: elogios comprados ou realidade verdadeira?

O artigo “Uma estrada para o futuro sustentável”, veiculado pelo Correio Braziliense em 22 de setembro de 2025, pinta um quadro reluzente de Maricá sob o governo Quaquá: transporte gratuito universal, moeda social para fortalecer o comércio local, ensino superior ampliado, Porto de Maricá como novo polo, entre outros projetos glamourosos.

Mas para quem vive aqui, fica a pergunta que não quer calar: até que ponto esse “futuro sustentável” é realidade, e até que ponto é marketing bem embalado?

Pontos de tensão entre artigo e realidade local:

O Correio afirma que os investimentos “romperam fronteiras” e que Maricá é modelo de desenvolvimento.

A recente pesquisa local, no entanto, indica que muitos moradores continuam enfrentando problemas básicos: desemprego, comércio fechando, serviços públicos defasados.

Há relatos de que obras e programas divulgados como grandes feitos se arrastam ou não atendem plenamente suas promessas: ruas sem concluir, infraestrutura mal mantida, comunidades afetadas pela burocracia ou pela falta de continuidade.

Se o governo fosse tão exemplar como pintado no Correio, Maricá não seria vista por tantos como refém de um administrador que parece tratar a gestão pública como balcão de negociatas: favorecendo aliados, privilegiando imagens e discursos em redes, em detrimento de resultados concretos para os mais vulneráveis.

E a contradição se acentua: neste momento, o prefeito se encontra na Europa, após pedir licença ao Legislativo por mais de 20 dias sem qualquer justificativa clara.

Deixou a cidade para “resolver problemas particulares” ou para desfrutar de alguma cidade paradisíaca?

A população pode imaginar.o que bem entender diante do vazio deixado.

Enquanto isso, bairros como Itaipuaçu seguem abandonados, com moradores denunciando falta de infraestrutura e descaso do poder público.

O mais grave está na saúde: no Hospital Conde Modesto Leal, pacientes têm sido atendidos no chão por falta de espaço na emergência, e, segundo denúncia do vereador Ricardinho Netuno, nem papel higiênico há para os internados.

Um retrato de abandono e desprezo pelas necessidades básicas da população, em total contraste com as manchetes glamourosas vendidas na grande imprensa.

Alerta para a população e para a imprensa:

Este tipo de artigo ainda mais vindo de um jornal de tradição tem o poder de moldar narrativas e influenciar quem lê de longe, quem não acompanha o dia a dia. Mas só quem vive Maricá conhece os contrastes.

A verdade local nem sempre combina com a imagem que se vende.

O que causa indignação é ver um jornal com a trajetória e o peso histórico do Correio Braziliense se prestar ao papel de legitimar uma narrativa construída sob encomenda, enquanto a realidade dos maricaenses grita nas ruas.

A propaganda tenta pintar um governo exemplar, mas a população convive diariamente com problemas que não cabem em editoriais vendidos como “visão de futuro”.

Ao enaltecer um gestor que transformou a prefeitura em balcão de negócios e favorecimentos e que, em plena crise local, deixa a cidade para viajar à Europa o jornal abandona a missão essencial do jornalismo: dar voz à verdade e defender o interesse público.

O resultado é uma cidade sufocada por uma administração que prioriza alianças e marketing, deixando a população refém de um jogo político cada vez mais distante das necessidades reais.

A TVC pergunta a você, cidadão de Maricá: até quando a imprensa tradicional vai seguir abafando a verdade em nome da propaganda oficial?

A TVC permanece do lado da população, preparada para revelar o que muitos tentam esconder sob discursos e fotos aéreas. É hora de olhar para além do verniz.