A nova crítica de Eduardo Bolsonaro ao governador Tarcísio de Freitas reacende uma ferida antiga dentro da direita brasileira uma crise que já não se limita a divergências ideológicas, mas reflete o esgotamento de um projeto que se perdeu entre o personalismo e o ressentimento.
Ao olhar para o passado recente, é impossível ignorar o papel do ex-presidente Jair Bolsonaro, que, em nome de uma narrativa heroica, permitiu que inocentes fossem presos, usados como escudo humano para sustentar uma causa que se dissolvia diante da realidade.
Homens e mulheres comuns, que acreditaram em uma proposta de mudança para o Brasil, pagaram caro por confiar em quem transformou a fé política em instrumento de manipulação.
Um líder de verdade jamais sacrifica os seus, não abandona quem acreditou, nem usa o sofrimento dos outros como cortina de fumaça para proteger a própria imagem.
O que se vê agora é o resultado de um ciclo em que o poder se sobrepôs à lealdade, e a vaidade paterna engoliu a racionalidade política.
Mas essa deformação do poder não é exclusividade de Brasília. Em Maricá, o atual prefeito Washington Quaquá segue o mesmo roteiro de decadência moral e política.
No passado, carregava a imagem de um “LÍDER REVOLUCIONÁRIO”, que enfrentava os “CORONÉIS DA CASA GRANDE” e conquistava o respeito das comunidades com o discurso de igualdade e justiça social.
Foi o povo simples, das favelas e bairros esquecidos, que ajudou a construir seu sonho de poder.
Porém, após conquistar dinheiro e influência, Quaquá transformou-se naquilo que jurava combater: mais um “CORONEL DA CASA GRANDE”, distante da dor e da fome que voltaram a assombrar as famílias que um dia acreditaram nele.
O Natal de centenas de antigos apoiadores será de “GELADEIRA E MESA” vazia, enquanto o líder que prometia libertar o povo hoje se alimenta do mesmo sistema que dizia enfrentar.
Assim como Bolsonaro, Quaquá também sentirá o preço da traição, porque tudo acontece no tempo do REI e o tempo do povo sempre chega.