Declarações de Quaquá reacendem crise no PT após defesa de “abater traficantes”; petista pede expulsão do ex-prefeito…

As declarações públicas do prefeito Washington Quaquá (PT-RJ) voltaram a inflamar o ambiente interno do Partido dos Trabalhadores e abriram mais uma frente de desgaste político.

Após elogiar a megaoperação policial que ocorreu no Rio de Janeiro e defender, em vídeo publicado nesta segunda-feira (9), que criminosos armados devem ser abatidos, um dirigente do PT nacional entrou com pedido formal para a expulsão do parlamentar.

No vídeo divulgado por Quaquá, prefeito de Maricá afirma que o Brasil não pode tolerar o domínio territorial de facções criminosas e que indivíduos portando fuzil devem ser “imediatamente abatidos”, citando países europeus como referência.

O prefeito também declarou que “não lamenta vagabundo”, embora tenha demonstrado pesar pelas mortes de policiais e de um trabalhador durante os confrontos.

Transcrição das falas de Quaquá:
O prefeito afirmou que o domínio territorial do crime é “um problema crônico e nacional”, lamentou as vítimas inocentes, mas reforçou que não lamenta a morte de criminosos armados. Ele comparou o procedimento policial a países como Alemanha e Suíça, dizendo que nesses locais um indivíduo portando fuzil seria abatido pelas forças do Estado. Quaquá também argumentou que o Estado brasileiro precisa “liberar territórios” para permitir que a democracia chegue às regiões mais pobres.

A repercussão das falas foi imediata. Segundo postagem da imprensa que circula na rede um petista protocolou um pedido para que Quaquá seja expulso da legenda, alegando que o discurso do deputado contraria as diretrizes históricas do PT sobre segurança pública e direitos humanos.

Apesar do movimento interno, Quaquá mantém sua linha pública sem recuar. E, segundo analistas políticos, suas falas demonstram que, por acreditar possuir hoje um peso político significativo, o deputado age como quem “já não teme mais ameaças”, fazendo valer sua influência interna.

Como escreveu um dirigente ouvido pela TVC: “Quaquá, tendo a certeza de que hoje possui um peso político grande, demonstra com suas ações que ameaças não passam de trovoadas de pouca chuva.”

A direção nacional do PT ainda não se manifestou oficialmente sobre o pedido de expulsão.

Enquanto isso, cresce dentro e fora do partido a pressão para que Quaquá responda institucionalmente por suas declarações especialmente em um momento em que o Rio é palco de confrontos sucessivos entre forças policiais e grupos armados.