Defesa de ex-secretário preso por estupro de vulnerável afirma que armas apreendidas são legais

Armamento legal, segundo defesa

A defesa de Guilherme Moreira, ex-secretário de Petrópolis preso sob suspeita de estupro de vulnerável, afirmou que as armas apreendidas em sua posse são legais. Em nota enviada ao G1, os advogados sustentaram que o armamento não é ilegal e criticaram a associação feita pela polícia entre a posse de armas e a investigação criminal, classificando-a como uma “grave distorção da realidade fática”. A defesa reiterou que o investigado nega veementemente as acusações e ressaltou seu direito à presunção de inocência e à ampla defesa.

Irregularidades no armazenamento, aponta polícia

A Polícia Civil, por meio da Delegacia da Criança e do Adolescente Vítima (DCAV), informou que, embora o investigado possua licença de Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador (CAC), o armazenamento das armas estaria em desacordo com as normas regulamentares. As irregularidades apontadas referem-se ao Decreto nº 11.615/2023 e à Portaria nº 166 do Exército Brasileiro, que estabelecem regras específicas para a guarda e segurança de armamentos.

Prisão e exoneração do ex-secretário

Guilherme Moreira foi preso na sexta-feira (20) em Petrópolis, suspeito de estupro de vulnerável contra uma criança de 8 anos. A denúncia foi registrada no dia 9 de fevereiro, após a mãe da vítima procurar a delegacia especializada. As investigações indicam que o ex-secretário teria se aproveitado da relação de proximidade com a criança para cometer o abuso. Após a prisão, a Prefeitura de Petrópolis anunciou a exoneração imediata de Moreira, declarando que os fatos investigados não possuem relação com sua função pública e que o município colaborará com as autoridades.

Justiça converte prisão em flagrante para preventiva

Em nota oficial, a Polícia Civil informou que o mandado de prisão temporária contra Guilherme Moreira foi cumprido pelo crime de estupro de vulnerável. Posteriormente, a Justiça decidiu converter a prisão em flagrante em prisão preventiva, mantendo o ex-secretário detido.