Uma nova denúncia feita pelo vereador Ricardinho trouxe à tona números que levantam sérios questionamentos sobre as prioridades da Prefeitura de Maricá. Segundo o parlamentar, o governo municipal empenhou R$ 17 milhões em 2026 para uma escola de samba ligada politicamente ao grupo do prefeito Washington Quaquá, sem que o valor tivesse sido aprovado pela Câmara Municipal.
De acordo com a denúncia, os repasses seguem uma escalada preocupante. Em 2024, teriam sido destinados **R$ 8 milhões. Em 2025, mais R$ 8 milhões. Já em 2026, o valor praticamente dobra, chegando a R$ 17 milhões empenhados, sendo que quase R$ 10 milhões já teriam sido pagos, ainda segundo o vereador.
O ponto mais grave destacado por Ricardinho é que **a Câmara não votou esse aumento,. Segundo ele, o governo decidiu, “na canetada”, mais que dobrar o valor anteriormente aprovado, o que levanta questionamentos sobre legalidade, transparência e controle dos gastos públicos.
A denúncia também aponta que a escola de samba possui dirigentes diretamente ligados ao grupo político que comanda a cidade, o que reforça a suspeita de uso do dinheiro público para atender interesses pessoais, eleitorais e privados.
Enquanto isso, a realidade enfrentada pela população é bem diferente. O vereador compara o investimento milionário no Carnaval com os problemas cotidianos de Maricá: filas nas UPAs, hospitais lotados, falta de medicamentos, ausência de vagas em escolas e creches, ruas alagadas e lagoas contaminadas por esgoto.
Para Ricardinho, a discussão vai além da cultura. “Isso não é sobre Carnaval. É sobre prioridade”, afirma o parlamentar. Segundo ele, recursos que deveriam estar sendo destinados à infraestrutura, saúde e educação estariam sendo desviados para projetos que beneficiam aliados políticos.
A denúncia encerra com uma pergunta direta à população: quem está sendo atendido primeiro em Maricá? Os moradores que pagam impostos e enfrentam serviços precários ou os interesses eleitorais do grupo no poder?
Até o momento, a Prefeitura de Maricá não se manifestou oficialmente sobre os valores citados nem sobre a ausência de votação na Câmara.