Denúncia de advogado questiona gasto milionário com réveillon em Cabo Frio e alerta para prioridades públicas…

O advogado e político Jânio dos Santos Mendes, com longa trajetória na vida pública da Região dos Lagos, usou seu perfil no Facebook para fazer uma denúncia contundente sobre o gasto público da Prefeitura de Cabo Frio com o réveillon de 2025.

Mendes afirma que o município pretende gastar R$ 5,2 milhões com queima de fogos na Praia do Forte praticamente o mesmo valor que a Prefeitura do Rio de Janeiro investiu no réveillon de Copacabana, estimado em R$ 5,6 milhões em um cenário de crise financeira, especialmente na saúde.

Segundo o advogado, a Prefeitura de Cabo Frio revogou a lei que proibia a soltura de fogos por motivos de proteção aos autistas e à causa animal e, no mesmo dia, convocou uma licitação para contratar uma empresa responsável por 9.262 bombas pirotécnicas.

Mendes ressalta o contraste entre o gasto milionário com festa e a falta de medicamentos e alimentos para famílias atendidas pela moeda social Itajuru, que continua em atraso.

“Enquanto bombas pipocarão no céu de Cabo Frio, medicamento vai faltar nas unidades de saúde e alimentos seguirão faltando no estômago de famílias assistidas pela moeda social”, destacou Mendes.

Análise do veículo:
Embora a denúncia de Jânio Mendes seja sobre Cabo Frio, a experiência de Maricá, sob gestão anterior do ex-prefeito Washington Quaquá, serve como referência editorial para entender a dinâmica de gastos públicos.

Em Maricá, contratos e investimentos direcionados a projetos secundários, em detrimento de áreas essenciais como saúde, educação e saneamento básico, mostram que outros gestores podem se sentir seguros em repetir comportamentos semelhantes, com sensação de impunidade.

Essa análise busca alertar que práticas questionáveis de gestão pública podem se espalhar, se não houver fiscalização rigorosa, responsabilização e participação ativa da sociedade.

Repercussão e impacto

A denúncia de Mendes acende um debate sobre prioridades e responsabilidade fiscal:

Moradores e profissionais de saúde criticam a escolha de alocar milhões em eventos em detrimento de serviços essenciais.

Advogados, ativistas e vereadores podem usar o caso como base para pressão por transparência em licitações e contratos públicos.

O contraste entre gastos festivos e deficiências sociais evidencia a necessidade de fiscalização, auditoria e prestação de contas clara ao cidadão.

Conclusão

A denúncia do advogado de Cabo Frio coloca em evidência o choque entre ostentação e necessidades básicas da população, lembrando gestores e sociedade civil sobre a importância de priorizar políticas públicas essenciais.

A análise comparativa com Maricá reforça a discussão sobre práticas administrativas, fiscalização e possíveis padrões que outros municípios podem seguir se não houver rigor e responsabilização.