RIO DE JANEIRO – Durante o retorno dos trabalhos parlamentares na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), a bancada liderada por aliados do presidente Lula aproveitou o plenário para manifestar forte repúdio à taxação econômica imposta pelos Estados Unidos ao Brasil.
A ausência de uma posição pública do governador Cláudio Castro (PL) também foi amplamente questionada por parlamentares de esquerda.
Bastidores da sessão
Deputados da oposição usaram braçadeiras pretas e cartazes com frases de protesto, denunciando o que classificaram como uma “chantagem imperialista” e exigindo uma reação enérgica das autoridades estaduais.

O deputado Professor Josemar (PSOL) foi o principal porta-voz dessas demandas. Na tribuna, afirmou:
“Demos o recado com cartazes e braçadeiras: estamos em luta contra o tarifaço de Trump e em defesa do estado do Rio de Janeiro! Repudiamos essa tentativa de chantagem do imperialismo americano! O Brasil é dos brasileiros!”
Ataque a Bolsonaro
Ao comentar a atual situação do ex-presidente Jair Bolsonaro — que foi colocado em prisão domiciliar e passou a utilizar tornozeleira eletrônica por ordem do STF — Josemar não poupou críticas ao seu adversário político:
“Logo, logo ele será um presidiário, pois já está de tornozeleira.”
A omissão de Cláudio Castro.
A ausência de qualquer pronunciamento oficial do governador diante da decisão americana gerou indignação entre os parlamentares da oposição, que classificaram o silêncio como “um gesto de covardia institucional” e “desconexão com o povo do Rio de Janeiro”, especialmente em um momento de impacto econômico iminente.
Conflito político à vista
A cena na Alerj refletiu a polarização nacional: enquanto o PSOL e aliados do governo federal exigem uma postura firme diante das agressões externas e das crises internas, parlamentares bolsonaristas, como Douglas Gomes (PL) e Márcio Gualberto (PL), enxergam perseguição judicial e defendem Bolsonaro como “preso político”.
Já o líder governista Rodrigo Amorim e outros pediram cautela e “harmonia entre os poderes”.