Desaparecidos por terremotos na Venezuela chegam a 50 mil, diz ONU, enquanto resgates urgentes buscam sobreviventes em meio à destruição massiva

A dimensão da tragédia é colossal, com quase 600 mortos e milhares de feridos confirmados, enquanto equipes de resgate lutam contra o tempo por sobreviventes.

A Venezuela enfrenta uma das suas maiores catástrofes naturais em mais de um século, após dois terremotos de grande magnitude devastarem a região norte do país. A situação é de urgência máxima, com equipes de resgate trabalhando incansavelmente para localizar vítimas sob os escombros.

A comunidade internacional se mobiliza para auxiliar, enquanto o governo venezuelano tenta coordenar os esforços em meio a um cenário de destruição generalizada. A capital, Caracas, e arredores foram severamente afetados, com centenas de edifícios desabando ou sofrendo danos estruturais.

A preocupação principal agora é o número alarmante de desaparecidos por terremotos na Venezuela, que já ultrapassa a marca de 50 mil pessoas, conforme dados recentes divulgados por uma agência da Organização das Nações Unidas (ONU), conforme informações do G1.

A Operação de Resgate Colossal

Tom Fletcher, representante da agência da ONU, concedeu uma entrevista à AFP em Genebra, onde descreveu a situação como uma “operação de resgate extremamente completa”. Ele enfatizou a dificuldade da tarefa, afirmando que “há mais de 50.000 pessoas desaparecidas e mais de 500 mortas. Portanto, buscar sobreviventes entre os escombros é uma tarefa colossal”.

Fletcher também expressou a probabilidade de que o número de mortos “aumente consideravelmente”, dada a escala da devastação. Este é o primeiro balanço oficial que revela a verdadeira dimensão da destruição causada pelos tremores de magnitudes 7,5 e 7,2.

Inicialmente, o governo venezuelano havia reportado cerca de 200 desaparecidos na quinta-feira, 25 de outubro. Contudo, uma contagem extraoficial realizada pela população já indicava mais de 40 mil pessoas desaparecidas, demonstrando a gravidade da situação percebida localmente.

O Impacto Devastador e os Números da Tragédia

Na noite de quarta-feira, 24 de outubro, dois terremotos em sequência atingiram a região norte da Venezuela, incluindo Caracas. Além das mortes, os sismos derrubaram edifícios e deixaram um rastro de destruição na capital e em suas proximidades, marcando os tremores mais fortes no país em mais de um século.

Nesta sexta-feira, o balanço de mortos foi atualizado para 589 pessoas, e o número de feridos subiu para 2.980, segundo informações do governo venezuelano. A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, divulgou esses dados, ressaltando que são provisórios.

O Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) e a ONU já estimavam que o número de vítimas poderia ser bem maior, considerando a força dos terremotos, a falta de infraestrutura em algumas áreas e a densidade populacional das regiões atingidas. Mais de 250 edifícios foram totalmente destruídos ou danificados.

Resposta do Governo e Ajuda Internacional

A presidente interina Delcy Rodríguez anunciou a “militarização” do estado de La Guaira, uma das regiões mais afetadas pelos terremotos. La Guaira, uma área costeira próxima a Caracas, foi declarada “zona de desastre” pelo governo venezuelano, indicando a necessidade de uma intervenção coordenada.

Seu irmão, Jorge Rodríguez, presidente do Parlamento venezuelano, havia mencionado na quinta-feira que cerca de 200 pessoas estavam presas sob os escombros. Equipes de resgate, formadas por profissionais e moradores, agora lutam contra o tempo para encontrar os desaparecidos e remover pessoas dos escombros.

Grupos organizados por moradores das áreas atingidas para localizar parentes e conhecidos já registraram mais de 24 mil desaparecidos. Vários países, incluindo Estados Unidos e Brasil, prometeram enviar equipes para auxiliar nas buscas, e a ajuda internacional começou a chegar à Venezuela nesta sexta-feira.

A Ciência por Trás dos Tremores

Os dois terremotos que abalaram a Venezuela ocorreram em um intervalo de menos de um minuto, com uma diferença de apenas 5 quilômetros entre seus epicentros. O tremor mais forte foi registrado na cidade de El Guayabo, a 168 km da capital Caracas, atingindo magnitudes de 7,2 e 7,5.

Réplicas foram sentidas em diversas cidades costeiras próximas a Caracas, como La Guaira, que sofreu grande destruição, e o aeroporto internacional da capital foi fechado. A intensidade dos tremores, aliada à baixa profundidade dos abalos, explica o vasto rastro de destruição.

Quanto mais perto da superfície terrestre, maior é a percepção e o impacto do terremoto. Além disso, os tremores ocorreram em áreas densamente povoadas. Um cálculo do Serviço Geológico dos EUA, baseado nessas variáveis, estimou que o número de mortos poderia superar 10 mil pessoas, sublinhando a gravidade da situação para os desaparecidos por terremotos na Venezuela.