Durante a manifestação em defesa da direita realizada neste domingo (29), na Avenida Paulista, em São Paulo, o pastor Silas Malafaia subiu o tom contra o Supremo Tribunal Federal e contra parte da própria direita brasileira, que, segundo ele, se vendeu ao sistema.
Ao lado do ex-presidente Jair Bolsonaro, Malafaia classificou o ministro Alexandre de Moraes como “ditador” e acusou-o de manipular prisões como forma de proteger a delação de Mauro Cid.
Mas o discurso mais explosivo veio ao criticar figuras do próprio campo conservador:
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Nós temos uma direita séria e verdadeira, mas grande parte dela é um monte de vagabundo vendilhão. Por isso, em 2026, não podemos errar o voto nos senadores”, disparou Malafaia diante de uma multidão inflamada.
A fala caiu como uma bomba entre eleitores e bastidores políticos, especialmente no Rio de Janeiro, onde a ausência de parlamentares da direita chamou atenção.
Enquanto isso, nomes importantes da direita nacional marcaram presença e reafirmaram publicamente sua lealdade ao projeto político liderado por Bolsonaro.
Entre os presentes ao ato estavam:
Tarcísio de Freitas (Republicanos), governador de São Paulo
Flávio Bolsonaro (PL-RJ), senador pelo Rio de Janeiro
Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), deputado federal
General Zucco (PL-RS), deputado federal
Gustavo Gayer (PL-GO), deputado federal
Romeu Zema (Novo), governador de Minas Gerais
Carlos Portinho (PL-RJ), senador
Rogério Marinho (PL-RN), senador
A presença desses nomes reforçou o compromisso com a base conservadora e contrastou com a ausência de figuras do Rio de Janeiro que, até bem pouco tempo, usavam o discurso conservador como bandeira, mas não subiram ao palanque nem deram declarações de apoio.
Entre os nomes comentados nos bastidores pela ausência estão:
Altineu Côrtes, deputado federal e ex-líder da bancada do PL
Guilherme Delaroli, deputado estadual
Marcelo Delaroli, prefeito de Itaboraí, os vereadores de Maricá Valdevino Costa, e Ricardinho Netuno, segundo o vereador informou que esteve em todos os eventos não esteve presente neste que aconteceu no Domingo(30) devido a pulseira de acesso não ter sido liberada para subir no trio elétrico na Avenida Paulista, motivando ausência do vereador no evento.
Por outro lado, quem representou a oposição direta ao PT no evento foi Luiz Júnior, membro do partido muito atuante conhecido por seu discurso firme contra o domínio da esquerda no município.
As falas de Malafaia, ainda que sem nomes, deixaram uma trilha de interpretações.
Quando ele fala em “direita prostituída”, faz referência a parlamentares que, segundo ele, abandonaram os princípios conservadores em troca de cargos, verbas e espaços em ministérios no governo de esquerda.
A crítica é dura: aqueles que vestem a camisa com os dizeres “Deus acima de tudo” na época da eleição, mas que agora evitam se expor ao lado de Bolsonaro, estariam apenas utilizando a ideologia como ferramenta de ascensão pessoal.
As prostitutas ao menos são fiéis ao que fazem. Diferente desses políticos, que traem a ideologia por conveniência. São mariposas políticas: voam onde há luz, mesmo que seja a do adversário”,comentou um militante presente à manifestação.
Com isso, uma pergunta começa a ecoar em grupos de direita por todo o estado do Rio de Janeiro:
Quem são os “prostituídos” da direita que Malafaia denunciou publicamente?
A resposta ainda não é dada em voz alta, mas os olhares e os cochichos nos bastidores já apontam suspeitos.
E entre os fiéis à causa, um sentimento começa a se firmar:
se a direita voltar ao poder, os traidores não serão perdoados — serão tratados como políticos sem caráter, que venderam a ideologia por um prato de conveniências.