Disputa à Vista: Quaquá Rivaliza com Benedita pela Liderança do PT no Rio de Janeiro

A tensão interna no Partido dos Trabalhadores (PT) no Rio de Janeiro está prestes a esquentar, com a crescente rivalidade entre dois grupos influentes. Washington Quaquá, vice-presidente nacional do partido, e seu grupo político planejam uma candidatura ao comando do diretório estadual, após anunciar a candidatura de seu filho para deputado. A situação é delicada e promete mudar o rumo das estratégias eleitorais da legenda para 2026.

Os aliados de Quaquá manifestaram estranheza e preocupação com os planos que emergiram do grupo associado à deputada Benedita da Silva e a Edinho Silva, que busca a presidência do PT por meio da corrente Construindo um Novo Brasil (CNB). As pretensões desse grupo incluem a candidatura da ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, e do ex-deputado Marcelo Freixo, atual presidente da Embratur, para a Câmara Federal, além de apoiar André Ceciliano, atual secretário de Assuntos Parlamentares do governo Lula, para a presidência da Assembleia Legislativa do Rio.

Entretanto, os aliados de Quaquá não veem essas propostas com bons olhos. Em uma referência histórica, eles afirmam que o grupo de Benedita não “combinou com os russos” antes de fazer tais anúncios — um lembrete da famosa frase atribuída a Garrincha durante a Copa do Mundo de 1958. Isso revela a falta de comunicação e possíveis discordâncias em um partido que já enfrenta desafios internos.

Quaquá, que se destaca não apenas na política, mas também como cartola do time de futebol Maricá, é considerado um dos principais responsáveis por um aumento significativo de filiados ao PT no estado, com um total de 60 mil novos membros. Essa base sólida pode torná-lo um forte candidato na disputa pelo diretório estadual, especialmente diante dos interesses financeiros e eleitorais que sua vitória poderia trazer.

Caso Quaquá consiga dominar o diretório, Benedita e seus aliados precisarão renegociar apoio para suas campanhas e discutir quais candidaturas terão prioridade nas próximas eleições. Os ventos de mudança soprando dentro do PT fluminense prometem um 2026 cheio de reviravoltas, onde alianças e rivalidades internas poderão determinar o futuro político do partido no estado.