Por Ricardo Cantarelle
Nenhum outro veículo de comunicação teria condições de realizar uma entrevista nos moldes em que esta foi feita.
De um lado, o prefeito Washington Quaquá; do outro, o jornalista que, ao lado de um grupo de pessoas determinadas, rompeu o mato fechado que hoje faz de Maricá uma cidade de projeção internacional.
É essa relação de décadas construída fora da política, mas dentro da história que abriu espaço para uma conversa sem roteiro, sem edição de conveniência e sem o verniz que caracteriza entrevistas concedidas a veículos sem esse vínculo.
Na conversa, Quaquá evitou entrar em “picuinhas” com o ex-prefeito e deputado federal Fabiano Horta, mas foi direto ao classificá-lo como uma “falsidade” e questionar os números de saneamento apresentados por sua gestão segundo o prefeito, a cidade teria herdado apenas 9% de esgotamento tratado, e não os 37% divulgados anteriormente.
Quaquá também afirmou, sem apresentar provas até o momento, que um interlocutor levado por Fabiano Horta à sua casa teria tentado negociar a aplicação de recursos do Fundo Soberano de Maricá junto ao Banco Master repetindo, em nova versão, uma acusação que já havia recaído sobre nomes distintos ao longo de 2026.
O prefeito ainda citou obras em andamento (shopping center, hotel da rede Vila Galé, expansão da Unimar) como resposta às críticas de que “só fala e não mostra”, e prometeu detalhar posto a posto o que classifica como um legado de descaso na saúde deixado pela gestão anterior.
A TVC apura os desdobramentos e ouve os citados.