Recorde de Receita e Volume em Maio
As exportações brasileiras de carne de frango alcançaram a marca de US$ 1,009 bilhão em maio, um aumento de 36,1% em comparação com o mesmo mês de 2025. O volume exportado também atingiu um recorde para o período, com 509,9 mil toneladas, representando um crescimento de 29,6% na comparação anual. Segundo a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), o desempenho positivo foi impulsionado pela forte demanda internacional e pela expansão dos embarques para mercados cruciais como China, Japão e União Europeia.
China Lidera Demanda, Seguido por Japão e UE
A China manteve sua posição como principal destino da proteína brasileira em maio, importando 48,3 mil toneladas, um aumento de 34,7%. Em seguida, o Japão registrou um crescimento expressivo de 53,9%, com 43,2 mil toneladas, e a União Europeia expandiu suas importações em 61,6%, totalizando 40,2 mil toneladas. Outros mercados importantes como Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos também apresentaram crescimento nas compras. Mercados emergentes como México, Coreia do Sul e África do Sul também demonstraram forte expansão, enquanto as Filipinas foram o único principal comprador a registrar retração.
Desempenho Acumulado e Liderança dos Estados
No acumulado dos primeiros cinco meses de 2026, o Brasil exportou 2,453 milhões de toneladas de carne de frango, um avanço de 8,7% em relação ao mesmo período de 2025. A receita acumulada atingiu US$ 4,714 bilhões, com um crescimento de 11,3%. Entre os estados exportadores, o Paraná liderou com 213,9 mil toneladas em maio (+35,1%), seguido por Santa Catarina com 113,9 mil toneladas (+39,7%) e Rio Grande do Sul com 62,9 mil toneladas (+21,3%).
Competitividade e Resiliência em Cenário Global Desafiador
O presidente da ABPA, Ricardo Santin, destacou que o resultado foi alcançado mesmo diante de um cenário global de instabilidade logística e geopolítica, com tensões no Oriente Médio afetando rotas marítimas. Ele ressaltou que o Brasil conseguiu ampliar sua presença em mercados estratégicos e de maior valor agregado, como Japão, União Europeia e Coreia do Sul, além de manter forte presença no Oriente Médio e expandir negócios em mercados emergentes. Esse desempenho reforça a competitividade da cadeia avícola brasileira, sustentada pela diversificação de mercados, capacidade produtiva e o status sanitário do país, fatores que continuam a impulsionar a demanda internacional pela proteína nacional.