Fim da Escala 6×1: Governo Propõe Redução Imediata de 2 Horas Semanais na Jornada de Trabalho

Impasse na Transição da Jornada de Trabalho

A discussão sobre o fim da escala 6×1 e a consequente redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais entra em uma fase decisiva. A apresentação do relatório final da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) sobre o tema, de relatoria do deputado Léo Prates (Republicanos-BA), está agendada para a próxima segunda-feira (25). No entanto, um dos principais pontos de divergência reside no tempo de transição para a implementação do novo modelo trabalhista.

Proposta Governamentista e Defesa Presidencial

A base governista tem defendido que a redução de duas horas na jornada semanal de trabalho já se inicie em 2026. O Presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se alinha a essa urgência, buscando negociar que a diminuição total de 44 para 40 horas semanais comece ainda este ano. Lula argumenta que já fez concessões ao flexibilizar a proposta inicial de 36 horas semanais para as atuais 40 horas.

Opções de Transição em Debate

Apesar da defesa presidencial por uma redução imediata, outras possibilidades de transição foram discutidas em reuniões entre o relator Léo Prates, o presidente da Câmara, Arthur Lira, e membros da base governista. Uma das alternativas levantadas é a adoção de uma redução gradual, iniciando com uma hora semanal ainda em 2026 e, posteriormente, mais uma hora a cada 12 meses, totalizando três anos de transição. A proposta da base governista, por sua vez, sugere uma redução inicial de duas horas em 2026, seguida por uma hora a cada 12 meses, o que resultaria em um período de transição de dois anos.

Ajustes e Reunião com Lula

A indefinição sobre a regra de transição foi o motivo pelo qual a apresentação do relatório foi adiada para o dia 25. Conforme informações da analista Isabel Mega, da CNN, Lula deve se reunir com Arthur Lira e o Ministro do Trabalho, Luiz Marinho, antes da votação da PEC para discutir a transição. Lula expressou sua insatisfação com propostas de redução muito lentas, afirmando que não é possível aceitar quatro anos para fazer meia hora ou uma hora de redução por ano, considerando isso “brincar de fazer redução”. A vigência da lei também está em aberto, com o desenho atual apontando para 90 dias após a publicação, embora o relator preferisse 120 dias e o governo tente 60 dias.