Novas Classes de Medicamentos Revolucionam Tratamento Renal
A medicina renal avança com a introdução de novas classes de medicamentos que prometem frear o avanço de doenças renais. Especialistas como os nefrologistas Lúcio Requião e Caio Bastos, em debate com Dr. Roberto Kalil no CNN Sinais Vitais, apresentaram as perspectivas animadoras dessas terapias.
Finerenona: Uma Evolução no Controle Renal
Lúcio Requião, vice-diretor do Hospital do Rim, destacou a finerenona como uma evolução da espironolactona. “A finerenona é um melhorado, com muito menos efeito colateral e que, de fato, retarda a progressão da doença renal”, explicou Requião. Inicialmente observada em pacientes diabéticos, sua eficácia no tratamento renal tem sido confirmada.
Análogos de GLP-1: Além do Emagrecimento e Diabetes
Os análogos do GLP-1, popularmente conhecidos como “canetas emagrecedoras”, também mostraram um impacto direto na saúde renal. Embora os mecanismos exatos ainda estejam sob investigação e estudos de longo prazo sejam necessários, Requião considera que “deve ser uma classe que deve ser incorporada no arsenal terapêutico”.
Gliflozinas: Proteção Dupla para Coração e Rins
Outra classe de medicamentos originada no controle do diabetes, os inibidores do cotransporte SGLT2, ou gliflozinas, também foram citados por Caio Bastos, nefrologista do Hospital do Rim. “Descobriram que melhor do que proteger por diabetes, ela protege o coração”, afirmou Bastos, ressaltando os efeitos protetores sobre o coração e os rins. As gliflozinas já estão disponíveis no SUS para pacientes de maior risco.
Diagnóstico Precoce e Prevenção: Pilares do Tratamento
Requião reforçou a importância do diagnóstico precoce e da prevenção, com controle de fatores de risco como diabetes e hipertensão, como fundamentais para retardar a progressão da doença renal. “Uma vez que desenvolveu, tem um caminho longo aqui, que são janelas de oportunidades que nós podemos intervir para não chegar na diálise no transplante”, pontuou. A diálise, apesar de um marco histórico, representa um estágio avançado da doença, e os avanços tecnológicos têm buscado melhorar a qualidade de vida dos pacientes que necessitam dela.