Golpes do Free Flow: entenda como criminosos criam sites falsos para roubar motoristas via PIX

A proliferação de sites fraudulentos

O sistema de pedágio eletrônico free flow, que permite a passagem de veículos sem a necessidade de paradas em cancelas, tornou-se o alvo principal de uma nova onda de cibercrimes. Segundo um levantamento recente da Kaspersky, o número de sites falsos criados para aplicar golpes contra motoristas chegou a 480 em apenas um ano. Somente na última semana, 80 novas páginas foram identificadas, demonstrando a rapidez com que criminosos adaptam suas estratégias.

Como o golpe funciona

A estratégia dos golpistas é baseada na simplicidade. Os sites falsos são desenhados com pouco texto, focando quase exclusivamente em um campo para o usuário digitar a placa do veículo. Logo após a inserção dos dados, o portal exibe um valor de cobrança — geralmente em torno de R$ 25, quantia escolhida estrategicamente por ser baixa e similar às tarifas reais de rodovias — e gera um código PIX. Ao efetuar o pagamento, o motorista acaba transferindo dinheiro diretamente para contas de criminosos, conhecidas como contas de ‘laranjas’.

A centralização como solução

Para combater essa prática, o Ministério dos Transportes atualizou o aplicativo oficial CNH do Brasil. A nova funcionalidade centraliza as consultas de passagens em pedágios eletrônicos de rodovias municipais, estaduais e federais. Com essa mudança, o motorista não precisa mais navegar por diversos sites de concessionárias, o que reduz drasticamente a exposição a páginas maliciosas que tentam se passar por canais oficiais.

Dicas essenciais para se proteger

Especialistas alertam que, embora a tecnologia oficial ajude, a atenção deve ser redobrada. Para evitar prejuízos, siga estas orientações:

  • Use apenas o app oficial: Realize consultas exclusivamente pelo aplicativo CNH Digital, disponível nas lojas oficiais para Android e iPhone.
  • Desconfie de anúncios: Não clique em links enviados por mensagens de texto, WhatsApp ou anúncios exibidos em buscadores que prometem regularizar débitos.
  • Verifique o destinatário: Ao pagar um PIX, certifique-se de que o beneficiário é a concessionária ou o órgão responsável. Nunca realize pagamentos de pedágio para pessoas físicas ou contas de terceiros suspeitos.
  • Considere as Tags: Se o seu veículo utiliza uma tag de pagamento automático, a cobrança será feita diretamente pela operadora contratada, sem a necessidade de acessar sites externos.