O senador e ex-jogador Romário de Souza Faria terá bens de luxo leiloados por decisão da Justiça do Rio de Janeiro.
O objetivo é quitar uma dívida que já se arrasta há mais de 20 anos, referente a um contrato rompido com uma empresa que prestava serviços à boate Café do Gol, da qual Romário era sócio em 2001.
Entre os bens que podem ir a leilão estão uma mansão na Barra da Tijuca avaliada em R$ 9 milhões, uma lancha estimada em R$ 1,1 milhão e carros de luxo como um Porsche (R$ 267 mil), um Audi (R$ 391 mil)e um Peugeot (R$ 53 mil).
Acusações de ocultação de bens
A Justiça apontou que Romário teria transferido parte do patrimônio para familiares, caracterizando tentativa de frustrar a execução da dívida.
Em setembro deste ano, o parlamentar foi condenado em outro processo por ocultação de bens.
Defesa contesta valores
A defesa do senador afirma que a cobrança é “absolutamente desproporcional” e promete continuar recorrendo para garantir o que considera justo.
Do futebol à política
Conhecido mundialmente como ídolo do futebol brasileiro, Romário construiu carreira política se apresentando como voz crítica contra privilégios e injustiças.
Agora, enfrenta uma disputa judicial que coloca em evidência o contraste entre a imagem de “homem do povo” e a realidade de bens milionários em disputa judicial.