Comunidade Cobra Ações Urgentes
Moradores e empresários de Lumiar, distrito de São Pedro de Alcântara, expressam profunda preocupação com o recente agravamento dos problemas no lago local. Apesar de ter passado por uma força-tarefa de recuperação no final do ano passado, com retirada de animais, limpeza e reabastecimento, o cenário voltou a se deteriorar. Comerciantes e residentes afirmam que o nível da água voltou a cair drasticamente e que a vida aquática desapareceu, impactando negativamente o turismo e a qualidade de vida na região.
Turismo Ameaçado e Prejuízos no Comércio
Carlos Antonio da Silva, empresário local, destaca que a situação do lago afeta diretamente a economia. “A gente vê o lago cada vez mais vazio e isso preocupa quem trabalha aqui. O turismo depende muito desse cenário”, lamentou. Rodrigo Sppezapria, outro empresário, reforça a importância do lago como cartão postal: “O lago é um ponto de referência para quem visita Lumiar. Quando ele não está bem, isso afeta diretamente a experiência dos turistas e, consequentemente, o comércio local”, explicou.
Apelo por Recuperação e Combate a Mosquitos
Alan Caldera, morador e porta-voz da comunidade, apela por ações imediatas. “Queremos o lago vivo. O lago está secando, está sem vida. Precisamos que a prefeitura tome uma atitude e devolva a vida para o nosso lago”, clamou. Além da preocupação com a estética e o turismo, a redução do nível da água tem gerado outro problema: o aumento da proliferação de mosquitos. “O lago está esvaziando, está cheio de mosquito. A gente precisa que alguém faça alguma coisa para salvar Lumiar”, desabafou outro morador.
Posição da Prefeitura e Prazo para Reintrodução de Peixes
Em nota, a Secretaria de Desenvolvimento Regional (Seder), através da Subprefeitura de Lumiar e São Pedro da Serra, informou que análises da concessionária Águas de Nova Friburgo indicam que o nível de oxigenação do lago e a qualidade da água do Rio Boa Esperança, que o abastece, estão ideais. Quanto à ausência de peixes, a prefeitura esclarece que a reintrodução da vida aquática depende de etapas técnicas, como a ciclagem do lago, novos testes de qualidade da água e a aclimatação dos animais, processos que são acompanhados por profissionais da Fundação Instituto de Pesca do Estado do Rio de Janeiro (Fiperj). Segundo o município, essas fases podem levar de 30 a 45 dias, e a compreensão da população é fundamental para garantir o equilíbrio ambiental e evitar novos problemas.