Lula humilha Bolsonaro em palanque e o chama de “coisa covarde”: “Falta vergonha na cara!”…

Em tom de indignação e sem economizar nas palavras, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva escancarou sua revolta contra Jair Bolsonaro durante um evento oficial nesta sexta-feira (11), em Linhares, no Espírito Santo.

Com um boné azul estampando a frase “O Brasil é dos brasileiros”, Lula usou o palanque para denunciar, humilhar e desmoralizar publicamente seu antecessor, a quem chamou com todas as letras de “coisa covarde”.

“É preciso criar vergonha na cara, porque a coisa mais pequena de um homem é ele não ter caráter”, disparou Lula, diante de um público atento e de lideranças locais, incluindo o governador Renato Casagrande (PSB).

O petista foi além: responsabilizou Bolsonaro e seu filho Eduardo pelo tarifaço imposto pelos Estados Unidos, em retaliação às investigações que envolvem o ex-presidente na tentativa de golpe de Estado.

A sobretaxa anunciada por Donald Trump sobre 50% dos produtos brasileiros, segundo Lula, foi articulada em troca de favores para pressionar o Supremo Tribunal Federal (STF) a aliviar o julgamento de Bolsonaro.

“Aquela coisa covarde [Bolsonaro], que preparou um golpe nesse país, não teve coragem de fazer, está sendo processado, vai ser julgado e mandou o filho dele para os EUA pedir para o Trump fazer ameaça: ‘Se não liberarem o Bolsonaro, vou taxar vocês’”, declarou Lula em tom de ironia e repúdio.

Durante o discurso, Lula ainda criticou o comportamento de Eduardo Bolsonaro ao divulgar uma carta na internet, supostamente tentando convencer Trump a recuar da taxação em troca de proteção política para o pai.

A comparação inevitável vem de quem observa a cena com responsabilidade: ao contrário de Bolsonaro, que agora tenta usar os próprios filhos como escudo político, Lula, no passado, poderia ter buscado refúgio em qualquer país de esquerda, mas preferiu enfrentar seus processos de cabeça erguida, mantendo-se no Brasil e cumprindo a pena imposta.

Uma atitude que, goste-se ou não, reforça seu papel de liderança diante da militância e da opinião pública.

Enquanto isso, o autoproclamado “Mito” da direita brasileira mergulha num rastro de destruição política e familiar. Fragilizado, repete o velho jogo de bastidores que compromete a imagem do Brasil internacionalmente e fragiliza nossa soberania.

A história não perdoa. E o novo capítulo que se escreve mostra um ex-presidente reduzido à condição de vergonha nacional, exposto por um adversário que, desta vez, usou a vitrine do poder para desmascarar publicamente seu maior oponente.