Lula não cobra a Venezuela e calote já passa de R\$ 10 bilhões: o povo brasileiro que se vire…

Enquanto a Venezuela acumula uma dívida com o Brasil que já ultrapassa R\$ 10,3 bilhões e segue sem perspectiva de pagamento, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva parece mais preocupado em aparecer como bonzinho do que em garantir que o dinheiro do contribuinte seja respeitado.

Só de juros desde 2018, quando o país entrou em inadimplência, o passivo já chega a mais de R\$ 2,7 bilhões.

O calote envolve operações de crédito para exportações brasileiras, muitas delas ligadas a obras de infraestrutura, como metrôs, estaleiros e siderúrgicas, financiadas pelo Seguro de Crédito à Exportação (SCE), lastreado no Fundo de Garantia à Exportação (FGE).

Ou seja, recursos do Brasil foram desembolsados em reais diretamente aos exportadores. Quando a Venezuela deixou de pagar, a fatura acabou caindo no colo do Tesouro Nacional ou seja, o povo brasileiro paga a conta.

“Todos nós, cidadãos brasileiros, estamos pagando por essa dívida”, explica Vitelio Brustolin, professor de Relações Internacionais da UFF e pesquisador de Harvard.

A Venezuela insiste em não responder às cobranças formais, e a negociação está totalmente suspensa.

Mesmo assim, Lula defende publicamente que a dívida seja convertida em “investimentos em desenvolvimento e educação”, propondo trocas por Direitos Especiais de Saque (DES) do FMI ou acordos multilaterais de perdão.

Enquanto isso, os brasileiros seguem pagando a conta indireta: geladeira abastecida e comida relativamente barata são apresentados como justificativa para não cobrar o que é devido.

O problema é claro: a dívida não é apenas um número, é resultado de financiamento de obras que deveriam ter retornado ao país, e a inação do governo apenas transfere o prejuízo para o cidadão comum.

Até fevereiro de 2025, só nos dois primeiros meses do ano, o estoque da dívida cresceu quase R\$ 1 bilhão. E não há prazo ou negociação concreta à vista.

Enquanto Lula abraça Maduro e discute perdão de dívidas com promessas de desenvolvimento, o Brasil segue pagando o preço da “bondade” do presidente.

O povo brasileiro, no fim, se contenta com a geladeira cheia, enquanto bilhões permanecem pendentes e a Venezuela continua em silêncio.