TVC – Jornalismo Independente
O Brasil assistiu, em menos de 48 horas, a uma sucessão de declarações contraditórias do presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre a megaoperação policial no Rio de Janeiro, que resultou em dezenas de mortos após intenso confronto entre forças de segurança e traficantes fortemente armados.
Num primeiro momento, o presidente adotou um tom firme, declarando apoio à ação das forças legais e reforçando que o Estado não pode se curvar ao crime organizado.
No entanto, apenas dois dias depois, Lula mudou o discurso, afirmando que “a quantidade de mortos preocupa” e que o governo federal deveria apurar a operação.
Como se não bastasse, a última declaração do presidente provocou ainda mais indignação: Lula anunciou que avalia oferecer ajuda financeira às famílias dos mortos, sem mencionar em nenhum momento os policiais e agentes de segurança que tombaram cumprindo o dever de proteger a sociedade.
A omissão em reconhecer os heróis da segurança pública e a prioridade dada a criminosos que desafiaram o Estado com fuzis em mãos revoltou grande parte da população, especialmente as famílias das vítimas e moradores de comunidades que vivem sob o domínio do tráfico.
O presidente, que tem o dever constitucional de defender o Estado de Direito e as forças legais, acabou transmitindo uma imagem de hesitação e desalinhamento com a realidade enfrentada nas ruas.
O resultado é uma percepção crescente de que o governo federal tem tratado o crime com tolerância política, enquanto policiais seguem morrendo e famílias inteiras vivem aterrorizadas.
Analistas avaliam que o episódio expõe a falta de uma diretriz clara na política nacional de segurança pública, agravada por decisões recentes do STF que limitaram operações em áreas dominadas por facções, enfraquecendo o poder de reação dos estados.
Enquanto o crime avança, governadores e prefeitos enfrentam uma guerra silenciosa nas periferias, onde o Estado do Crime parece mais presente que o Estado de Direito.
O caso do Ceará, onde famílias inteiras abandonam suas casas para fugir do domínio de facções, é apenas um retrato do caos nacional.
Mais uma vez, o tempo se encarrega de revelar o que o discurso tenta esconder: a ausência de comando firme e coerente na defesa da lei e da ordem.
O tempo é o senhor da verdade.