Enquanto os trechos da Rodovia Amaral Peixoto (RJ-106) que cortam Saquarema e Araruama foram completamente iluminados pelas prefeituras locais, garantindo segurança para motoristas e moradores, o trecho pertencente à cidade de Maricá segue mergulhado na escuridão e no descaso.
A RJ-106 é vital para a Região dos Lagos. Ela conecta a Região Metropolitana do Rio aos principais polos turísticos e comerciais da região, com fluxo intenso de veículos, especialmente na alta temporada.
É uma via estratégica para o desenvolvimento econômico, social e turístico. Mesmo assim, o trecho maricaense expõe usuários a riscos constantes: buracos, animais na pista e a insegurança provocada pela falta de iluminação um convite ao perigo e aos acidentes.
Em cidades vizinhas, os gestores entenderam o óbvio: iluminação pública salva vidas.
Mas em Maricá, cidade com orçamento bilionário, o prefeito Washington Quaquá prefere gastar milhões com projetos pessoais, plantas decorativas nos canteiros da mesma rodovia (com “prazo de validade” e substituição constante), fantasias de escola de samba e iniciativas futurísticas que rendem manchetes, mas não protegem vidas.
Segundo denúncia do vereador Ricardinho Netuno, só em ornamentação e jardinagem o gasto foi escandaloso e mesmo assim, nada foi feito pela iluminação do trecho da RJ-106 que corta a cidade. Isso sem contar os R\$ 8 milhões destinados à sua escola de samba e os mais de R\$ 73 milhões em projetos sem retorno direto à população.
A pergunta que ecoa entre os motoristas é direta: Por que uma cidade rica como Maricá não ilumina seu trecho da RJ-106?
A resposta é tão clara quanto a rodovia está escura: porque para Quaquá, o povo é segundo plano. A prioridade são seus próprios interesses, enquanto vidas seguem em risco, dia e noite, no asfalto mal iluminado.
O vídeo abaixo mostra a realidade que os moradores e motoristas enfrentam todos os dias.
A escuridão é real — e a irresponsabilidade do governo municipal também.
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