Maricá nas Mãos de um Senhor do Engenho: População Sofre com Desemprego Enquanto Prefeito Prioriza Interesses Externos”…

Enquanto trabalhadores maricaenses enfrentam o desemprego e veem suas famílias serem afetadas pela crise econômica local, a Prefeitura de Maricá, sob o comando do prefeito Washington Quaquá, segue em direção oposta aos interesses do povo.

Na última quarta-feira (5), a administração municipal recebeu cerca de 50 imigrantes e refugiados, com promessa de suporte à regularização de suas situações e acesso a benefícios públicos — os mesmos que muitos moradores antigos da cidade não têm conseguido acessar.

Atualmente, aproximadamente 150 estrangeiros, em sua maioria cubanos e venezuelanos, já estão inseridos em projetos e espaços oferecidos pelo município.

Enquanto isso, o comércio local desmorona, com lojas fechando as portas e a taxa de desemprego em franca ascensão.

A situação levanta questionamentos sobre as prioridades da gestão municipal, que parece cada vez mais voltada a atender a interesses externos e pessoais, e não às necessidades urgentes da população maricaense.

No plenário da Câmara Municipal, vereadores da oposição têm feito reiteradas denúncias sobre irregularidades e atropelos legais por parte da gestão.

As críticas apontam para uma realidade que fere o artigo 1º, parágrafo único, da Constituição Federal de 1988: Todo o poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente.

Em Maricá, no entanto, o poder parece concentrado nas mãos de um único homem, sustentado por uma base aliada submissa e descolada da vontade popular.

O próprio prefeito, que no passado criticava gestores que tratavam a cidade como “senhores do engenho”, hoje repete exatamente o modelo que condenava.

A frase usada por ele mesmo, “Maricá é meu país, meu país é Maricá, escancara uma gestão personalista e autoritária, que ignora a população e se recusa a dialogar com a sociedade civil e até com o Legislativo.

Prova disso foi a recente aprovação relâmpago de uma nova autarquia municipal que terá acesso ao polêmico Fundo Soberano da cidade.

A medida foi aprovada sem a apresentação de um estatuto que regulamente o órgão e sem a realização de uma audiência pública exigência legal fundamental ignorada por vereadores da base, como o vereador Adelson Pereira, que afirmou confiar cegamente no prefeito, mesmo diante de alertas da oposição.

O vereador Ricardinho Netuno também se manifestou, questionando a provável indicação de um nome para presidir a nova autarquia com histórico questionável, algo que amplia a desconfiança em torno dos interesses reais por trás dessa estrutura.

O cenário se agrava ainda mais com a postura agressiva e intimidadora do prefeito, que em vídeo recente atacou a imprensa local e membros da oposição, classificando veículos como “jornalecos” e acusando-os de “sensacionalismo”.

Em uma cidade onde jornalistas já foram executados em razão de seu trabalho, a retórica do prefeito acende um alerta grave sobre a liberdade de imprensa e o ambiente democrático.

Ao se comportar como um verdadeiro senhor de engenho, o prefeito Washington Quaquá revive o passado que tanto criticou, ignorando os alertas do presente e tentando silenciar as vozes que ainda resistem.

Mas como dizia o lendário Capitão do Mato, figura simbólica da resistência local em tempos de perseguição política:

“Política é a arte de enganar o povo.”

A pergunta que fica: até quando o povo de Maricá aceitará ser enganado?