Por TVC – Jornalismo Independente • Maricá, RJ..
O projeto “Brasil Natalidade”, idealizado pelo carnavalesco Milton Cunha e aprovado pelo prefeito Quaquá, reacendeu um forte debate em Maricá.
A proposta, que pretende transformar a celebração do Natal em um grande desfile nos moldes do Carnaval, gerou revolta entre moradores, lideranças religiosas e parte expressiva da sociedade civil.
Embora o governo tente apresentar o evento como uma “valorização da cultura brasileira”, muitos veem a iniciativa como uma profanação da data mais importante para o Cristianismo: o nascimento de Jesus Cristo.
O ponto central da indignação: trocar o sagrado pela estética carnavalesca
Segundo documentos e informações iniciais, o projeto não utilizará apenas elementos típicos do Carnaval, mas símbolos da cultura maricaense e brasileira apresentados na estrutura carnavalesca.
Isso inclui:
A garça, símbolo conhecido de Maricá;
Os bastidores circula informações que um personagem famosos do folclore Brasileiro pode fazer parte do evento o famoso “SACI -PERERÊ”;
Figuras da cultura brasileira que nada têm relação com o Natal cristão.
Todos esses elementos seriam exibidos em carros alegóricos, alas coreografadas, fantasias e alegorias características de desfiles carnavalescos substituindo o presépio, os anjos, a Estrela de Belém e a representação do Menino Jesus.
Para a população cristã, isso não é apenas uma mudança estética, mas uma descaracterização completa do sentido do Natal.
O que o Natal representa para os cristãos
Moradores destacam que o Natal é _ e sempre foi a celebração do nascimento de Jesus Cristo, marcado por símbolos que carregam mais de dois mil anos de tradição:
O presépio, criado por São Francisco de Assis em 1223, para explicar às pessoas humildes a importância do nascimento de Cristo;
A Estrela de Belém, que guiou os Reis Magos à manjedoura;
O Menino Jesus, centro absoluto da celebração;
A história de São Nicolau, inspiração do Papai Noel, marcada pela generosidade e não por espetáculo político.
Para os fiéis, substituir esses elementos por garça, folclore e carros carnavalescos é, no mínimo, um desrespeito profundo.
Vereador Ricardinho denuncia na Câmara: “Estão destruindo a cultura natalina”

Em discurso firme no plenário, o vereador Ricardinho Netuno classificou a iniciativa como um ataque direto à tradição religiosa da cidade:
“Misturaram Carnaval com Natal. Estão destruindo nossa cultura. O Natal é Jesus Cristo, é família, é união. Agora vão gastar R$ 35 milhões pra colocar carro alegórico, fantasia e até personagem de folclore… isso não tem nada a ver com o nascimento de Cristo.”
Ricardinho também criticou o uso de recursos públicos para financiar grupos ligados ao Carnaval e acusou o governo de impor uma agenda político-partidária à população.
Crise política se agrava: rejeição ao governo cresce…
A polêmica ocorre em meio à maior crise de rejeição já enfrentada por Quaquá em sua trajetória política em Maricá. Entre as principais críticas apontadas pelos moradores estão:

Perda de empregos locais após decisões administrativas;
Substituição de trabalhadores da cidade por profissionais de fora;
Contradições com promessas antigas exibidas no programa *Comunidades em Ação;
Percepção crescente de um governo voltado a aliados, e não à população;
Um ano de administração marcado por promessas não cumpridas e decisões controversas.
Há quem acredite, inclusive, que Quaquá estaria preparando sua saída do país após o mandato, deixando para trás um rastro de problemas estruturais e culturais para a população administrar.
Carnaval x Natal: duas celebrações incompatíveis…
Especialistas consultados pela TVC reforçam que, apesar de ambas serem importantes expressões culturais brasileiras, Natal e Carnaval não podem ser misturados:
Natal- religioso, cristão, sagrado e familiar;
Carnaval-festa profana, popular, estética, marcada pela fantasia e pela “festa da carne”.
Unir os dois, segundo religiosos e estudiosos, cria um choque simbólico que fere tradições e desrespeita comunidades de fé.
Temor simbólico: Saci-Pererê no lugar de Papai Noel?
Moradores também levantam preocupação sobre possíveis substituições de símbolos.
Rumores indicam que um carro abre-alas pode trazer personagens folclóricos como o Saci-Pererê, com seu gorro vermelho associado simbolicamente ao partido do prefeito.
Para muitos, isso seria “a cereja do bolo” de uma politização perigosa da celebração mais sagrada do ano.
O pedido da população: respeito ao verdadeiro Natal…
O que a cidade pede é simples:
- Preservar o presépio e a simbologia cristã, pilares do Natal;
- Manter o foco no nascimento de Jesus Cristo;
- Evitar a descaracterização religiosa promovida pela estética carnavalesca;
- Impedir que a data seja usada para promoção política;
- Proteger a identidade cultural e espiritual de Maricá.
Conclusão
A transformação do Natal em espetáculo carnavalesco abre uma ferida profunda na relação entre governo e população.
Ao tentar impor um formato que mistura o sagrado com o profano, o prefeito Quaquá coloca em risco não só o valor religioso da data, mas também a própria identidade cultural da cidade.
A pergunta que fica é:
Quem ganha com um Natal sem Jesus?
E o que Maricá perde ao permitir que sua fé seja trocada por alegoria?