Aumento expressivo nos preços de volta às aulas
O Procon de Petrópolis divulgou um alerta preocupante para os pais e responsáveis que se preparam para o início do ano letivo. Uma pesquisa realizada pelo órgão apontou que alguns itens de material escolar, especialmente aqueles com personagens licenciados, podem apresentar um aumento de preço de até 178%. Essa variação significativa representa um peso considerável no orçamento familiar, em um período já conhecido pelos gastos elevados com a educação.
Fatores que influenciam o custo e dicas de economia
Segundo Fafá Badia, coordenador do Procon Petrópolis, a disparidade nos preços pode ser atribuída a diversos fatores. Ele ressalta a importância de os consumidores estarem atentos às marcas e, principalmente, às imagens estampadas nos produtos, além de avaliarem a qualidade e o material dos itens. A pesquisa também evidenciou diferenças de preço entre as próprias papelarias da cidade, mesmo para produtos idênticos da mesma marca. Um lápis de cor com 12 unidades, por exemplo, foi encontrado com variações de preço entre R$ 18,99 e R$ 21,00. Réguas, borrachas e apontadores também registraram aumentos entre 10% e 15%. “À primeira vista, as diferenças podem parecer pequenas, mas, em uma lista extensa de material escolar, esse valor gera um impacto real no bolso do consumidor. A dica é sempre pesquisar, visitar de duas a três papelarias diferentes e buscar o melhor preço”, orientou Badia.
Cuidados com as compras online e direitos do consumidor
Com o crescente volume de compras realizadas pela internet, o Procon Petrópolis reforça a necessidade de atenção redobrada. Embora a internet facilite a comparação de preços, é fundamental que o consumidor pesquise o histórico do site e a reputação do vendedor antes de finalizar a compra. O órgão também lembra sobre o direito de arrependimento, que permite ao consumidor devolver o produto sem custo em até sete dias após a compra online.
Alerta sobre listas de material escolar e materiais de uso coletivo
Outro ponto de atenção levantado pelo Procon refere-se às listas de material escolar. As escolas não podem exigir a compra de materiais de uso coletivo. Quanto à aquisição de apostilas ou cadernos digitais, a obrigatoriedade pode variar de acordo com a instituição, sendo essencial que o consumidor verifique as condições no contrato de prestação de serviços educacionais. Caso a lista inclua itens de uso coletivo, o consumidor pode e deve fazer uma denúncia ao Procon.
Pesquisa estadual confirma altas e aponta tendências
Paralelamente à pesquisa local, um levantamento da Secretaria de Estado de Defesa do Consumidor (SEDCON) e do Procon-RJ analisou 90 itens de material escolar, comparando os preços entre 2025 e 2026. O estudo revelou que 60% dos produtos tiveram aumento, enquanto 40% apresentaram redução. Nove itens foram classificados com “comportamento extremo”, com variações positivas de até 475%, afetando principalmente instrumentos geométricos, tintas, materiais artísticos e itens de maior valor agregado. Por outro lado, alguns produtos, como dicionários escolares e materiais de apoio, registraram quedas expressivas de até 98%, reflexo da migração para recursos digitais e da menor demanda por materiais impressos. O secretário da Sedcon, Gutemberg Fonseca, reforçou a importância do planejamento e da pesquisa antes da compra, incentivando decisões estratégicas e econômicas por parte dos consumidores.