Nem Bolsonaro quer: Cláudio Castro vira peso morto na política fluminense.

O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), está tão em baixa que nem mesmo Jair Bolsonaro, mestre em manter aliados problemáticos por perto, quer associar seu nome ao dele.

Escanteado da disputa ao Senado em 2026, Castro agora vaga politicamente como uma peça descartada, à procura de abrigo em outros partidos e, claro, tentando disfarçar o tombo como se fosse “movimentação estratégica”.

Nos bastidores, o incômodo é evidente. Castro sonhava com uma dobradinha de senadores com Flávio Bolsonaro (PL), mas acabou acordando com a realidade:

Bolsonaro articula a candidatura do deputado Sóstenes Cavalcante, atual líder do PL na Câmara, para ser o nome do bolsonarismo ao Senado pelo Rio.

A mensagem foi clara não queremos você nem no palanque, quanto mais no Congresso.

E por que tanto desprezo? A resposta é simples: o governador coleciona fracassos.

Sua política de segurança pública não reduziu o domínio do crime organizado, que continua ditando as regras em diversas regiões do estado.

As estradas continuam esburacadas, a infraestrutura parada no tempo e o governo… sumido. Castro conseguiu o feito de ser invisível num dos estados mais visíveis do país.

Diante da rejeição, partidos como PP, União Brasil, MDB, Republicanos e até o PSD de Gilberto Kassab teriam sondado o governador.

Mas sejamos francos: isso mais parece convite de conveniência do que sinal de prestígio. Afinal, mesmo mal das pernas, Castro ainda ocupa o cargo de governador e isso vale alguma moeda de troca. Só isso.

Apesar do isolamento crescente, o governador tenta manter a pose e garante que não fará nenhum movimento brusco.

Vai se reunir com Valdemar Costa Neto, presidente nacional do PL, para tentar “entender o cenário”. Mas todos já entenderam: Castro perdeu apoio, perdeu força e, se continuar nesse ritmo, vai perder o protagonismo que nunca teve de fato.

De salvador do bolsonarismo no Rio a estorvo político em menos de um mandato Cláudio Castro virou o retrato da irrelevância fantasiada de autoridade. E o mais irônico? Ninguém está realmente surpreso.