O Natal que virou Carnaval: projeto de Quaquá divide Maricá e amplia críticas sobre gestão e gastos públicos…

O que deveria ser uma noite de encanto, espiritualidade e celebração do nascimento de Cristo transformou-se, em Maricá, em um espetáculo que mais lembrava um desfile de Carnaval do que um tradicional desfile natalino
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O tão divulgado Natal Brasilidade, idealizado pelo prefeito Washington Quaquá e assinado pelo carnavalesco Milton Cunha, estreou neste sábado (22/11) sob forte rejeição popular e sob o peso de um orçamento estimado em mais de R$ 30 milhões, valor que já vinha sendo alvo de questionamentos e denúncias desde o anúncio do projeto.

Da promessa ao constrangimento público..

Quando Quaquá anunciou que reinventaria o Natal da cidade, deixando de lado a simbologia clássica principalmente a figura mundialmente celebrada do Papai Noel para priorizar elementos culturais brasileiros, boa parte da população, majoritariamente cristã, não recebeu a ideia com entusiasmo.

O aviso estava dado: transformar o Natal de Maricá em uma narrativa político-cultural não seria aceito sem resistência.

Mesmo assim, o prefeito avançou em sua proposta, assinada com a marca estética de Milton Cunha. Porém, o resultado apresentado na Orla de Araçatiba não encantou:

coreografias pobres, personagens desconexos e um Papai Noel que mais parecia um espantalho marcaram um espetáculo que pouco remetia à essência natalina.

Faltou apenas a bateria para consolidar o clima carnavalesco algo dito repetidamente por moradores nas redes sociais.

Comparações inevitáveis: enquanto o país ilumina o Natal, Maricá apaga sua tradição…

O contraste se tornou ainda maior quando vídeos de outras cidades começaram a circular, mostrando desfiles que seguem fielmente a simbologia natalina:
Papai Noel
Carros iluminados
Corais
Temas cristãos
Personagens clássicos infantis
Enredos que exaltam o nascimento de Jesus

Cidades pequenas, médias e grandes muitas delas inspiradas no Natal Iluminado criado no governo de Fabiano Horta, em Maricá realizaram festas impecáveis, mantendo o brilho, o respeito e a essência do Natal.

O pior para a atual gestão é que o modelo criado por Fabiano Horta virou referência nacional, enquanto o novo formato imposto por Quaquá virou motivo de meme, piada e constrangimento.

De Natal Iluminado a Natal Descaracterizado

Fabiano, considerado um dos melhores gestores do Brasil, deixou um legado positivo:
o Natal Iluminado de Maricá se tornou exemplo para todo o país, com execução impecável, baixo índice de reclamações e forte presença turística.

Agora, sob a atual administração, o que se vê é o oposto:
um projeto caro, contestado e desconectado dos valores da própria cidade.

Críticas, denúncias e polêmica com símbolos religiosos.

As críticas não se restringem ao aspecto artístico.

O investimento de mais de R$ 30 milhões em uma festa que gerou tamanha insatisfação fez crescer a indignação popular.

Alguns moradores chegaram a classificar o evento como profano, e pedem que o Ministério Público intervenha para garantir respeito às tradições natalinas.

A fala do prefeito só ampliou o desgaste.
Em vídeo publicado nas redes, Quaquá declarou que está construindo “novos super-heróis brasileiros” e que Papai Noel símbolo norte e mundial “não representa os valores nacionais”.

A interpretação é inevitável:
o prefeito coloca a imagem de Papai Noel, símbolo amado globalmente, abaixo de sua própria narrativa política.

Conclusão: um Natal que entrou para a história mas não da forma esperada..

Em vez de emoção, Maricá recebeu um desfile que deixou a desejar em estética, respeito e sensibilidade com as crenças da população.

Em vez de união, Quaquá entregou divisão.

Em vez de Natal, entregou Carnaval.

E em vez de orgulho, entregou polêmica e abriu a porta para questionamentos éticos, religiosos e financeiros que ainda devem render desdobramentos…