O Outro Lado de Maricá: Enquanto Quaqua Viaja, Comerciantes de Inoã Fecham as Portas…

Enquanto a Prefeitura de Maricá investe milhões para se autopromover como a “cidade do futuro”, a realidade no distrito de Inoã é bem diferente.

Longe dos holofotes e da grande imprensa, a equipe de reportagem da TVC encontrou um cenário preocupante: portas fechadas e desemprego em massa que contradizem a imagem de prosperidade vendida pela administração municipal.

Comerciantes locais relatam um presente desolador. “Não estamos vendo essa cidade do futuro de perto. O que vemos é a cada dia mais lojas fechando e famílias perdendo sua renda”, desabafa um comerciante que preferiu não se identificar.

A crise econômica local, agravada pela falta de apoio e de políticas eficazes para o setor, contrasta drasticamente com a imagem de sucesso alardeada.

Viagens na Europa e Denúncias Preocupantes

Em um momento em que a população de Maricá enfrenta um verdadeiro “deserto” de oportunidades e o comércio padece, o prefeito Quaqua tem sido visto em viagens pela Europa, em busca de um “oásis” que parece distante da realidade dos cidadãos.

O prefeito, segundo a reportagem, “fala sempre a nível futuro enquanto o presente o cenário é desolador”. Seu posicionamento, que atinge a população de Maricá, especialmente os menos favorecidos, tem gerado revolta.

O Chicote dos “Senhores da Cenzala” e Gastos Abusivos.

A indignação popular aumenta com as denúncias do vereador Netuno. Ele aponta que o prefeito estaria usando o “chicote dos Senhores da Censala” contra trabalhadores, alegando a necessidade de cortes para “ajustar a máquina”. No entanto, o vereador denunciou em plenário que o sogro do prefeito já gastou R$ 700 mil em viagens com verbas públicas. Uma denúncia grave que, segundo o vereador, cabe ao Ministério Público apurar.

Dúvidas e Suspeitas em Seis Meses de Gestão

Em apenas seis meses de administração, as denúncias são muitas e levam a população a questionar o que mais estaria escondido.

São relatos de compras com valores exorbitantes, desapropriações supervalorizadas e nomeações com salários que chegam a mais de R$ 20 mil.

Tudo isso levanta a suspeita de que a administração de Quaqua estaria sendo conduzida para projetos pessoais e para favorecer os “apadrinhados do poder”, deixando a população refém de ações consideradas afrontosas.

Diante desse cenário, a população de Maricá, especialmente os comerciantes de Inoã, clama por respostas e por uma gestão que priorize as necessidades reais da cidade, em vez de investir em uma imagem que não condiz com a dura realidade local.