A Polícia Federal, por meio da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado de Minas Gerais (FICCO/MG), deflagrou nesta quarta-feira (14) a Operação Bifronte. A força-tarefa cumpriu mandados em cinco estados brasileiros, visando desmantelar uma complexa rede de tráfico internacional de drogas e lavagem de dinheiro.
Estrutura criminosa e prisões
Em Uberlândia, no Triângulo Mineiro, quatro pessoas foram presas durante a operação. Ao todo, a justiça expediu 23 mandados de prisão, 20 de busca e apreensão e três de monitoramento eletrônico. Além disso, a Interpol emitiu duas difusões vermelhas para localizar investigados no exterior, e dois dos principais líderes do esquema foram transferidos para o sistema penitenciário federal.
Rota de tráfico e logística
As investigações revelaram que o grupo operava de forma estruturada, com divisões claras entre núcleos de comando, logística, transporte, financeiro e familiar. A quadrilha era especializada em adquirir entorpecentes diretamente na Bolívia e no Peru, coordenando a logística de distribuição em diversas regiões do território brasileiro.
Bloqueio de R$ 187 milhões
O impacto financeiro contra a organização foi severo. A Justiça determinou o sequestro de bens avaliados em até R$ 187 milhões, atingindo 69 pessoas físicas e jurídicas. A operação resultou na apreensão imediata de 11 imóveis e uma aeronave, utilizados para ocultar o patrimônio obtido ilegalmente. As ações de busca e apreensão abrangeram Minas Gerais, São Paulo, Rio Grande do Norte, Goiás e Santa Catarina.
Investigação em sigilo
Devido à natureza complexa das apurações, os nomes dos investigados e os endereços exatos das buscas não foram divulgados pelas autoridades. Os envolvidos poderão responder pelos crimes de tráfico internacional de drogas, associação para o tráfico e lavagem de dinheiro, com penas que variam de acordo com a participação de cada integrante na estrutura criminosa.