Operação Unha e Carne 2: PF prende desembargador do TRF a mando de Alexandre de Moraes em investigação sobre vazamento de informações da Operação Zargun

Desembargador preso em ação da PF

A Polícia Federal deflagrou a segunda fase da Operação Unha e Carne, cumprindo um mandado de prisão preventiva contra um desembargador do Tribunal Regional Federal (TRF) e outros dez mandados de busca e apreensão. As ações ocorrem no Rio de Janeiro e no Espírito Santo, sob ordem do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

A operação investiga a participação de agentes públicos em grupos criminosos violentos, conforme determinado pelo STF no julgamento da ADPF 635/RJ (ADPF das Favelas). A PF busca conexões entre esses grupos e o poder público.

Suspeita de vazamento de informações

Segundo a PF, o desembargador preso é suspeito de ter vazado informações sigilosas da Operação Zargun, que em setembro prendeu o então deputado estadual TH Joias. TH Joias foi detido sob acusação de tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e ligação com o Comando Vermelho, utilizando seu mandato na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) para favorecer a organização criminosa.

Mensagens trocadas entre o desembargador e TH Joias, apreendidas durante a Operação Zargun, são apresentadas como indícios do vazamento. De acordo com a decisão de Moraes, o desembargador teria tido conhecimento prévio da operação e orientado TH Joias sobre a retirada de objetos de interesse investigativo.

Contexto da Operação Zargun

A Operação Zargun, deflagrada em setembro, resultou na prisão de TH Joias em um condomínio de luxo na Barra da Tijuca. Ele é acusado de intermediar a compra e venda de drogas e armas para o Comando Vermelho, além de indicar a esposa de um traficante para um cargo parlamentar. Na época, foram cumpridos 15 mandados de prisão preventiva e 22 de busca e apreensão.

Investigações sobre o crime no Rio

A Operação Unha e Carne 2 se insere no contexto mais amplo das investigações sobre a atuação de grupos criminosos no Rio de Janeiro e suas conexões com agentes públicos. Relatórios da PF e a análise de materiais apreendidos em operações anteriores têm sido cruciais para identificar possíveis envolvimentos.