Um encontro para além das telas
Durante a quarta edição do Bonito CineSur, o ator Paulo Betti protagonizou um dos momentos mais aguardados pelo público: uma “charla”, formato de conversa informal que permitiu uma troca genuína entre o artista e os espectadores. Para Betti, esse modelo de interação supera as tradicionais palestras, pois possibilita uma conexão mais humana e próxima com aqueles que buscam inspiração ou pretendem seguir carreira nas artes.
A valorização da produção regional
O ator, conhecido por papéis icônicos na televisão brasileira, não poupou elogios ao festival sul-mato-grossense. Segundo ele, o evento desempenha um papel estratégico ao dar visibilidade a produções realizadas longe dos grandes centros culturais. Betti reforçou que a combinação única entre a natureza exuberante de Bonito e a programação cultural torna o festival um destino diferenciado no calendário brasileiro, favorecendo encontros que dificilmente ocorreriam em outros polos.
Reflexões sobre a profissão
Durante o bate-papo, Betti abriu o jogo sobre os bastidores da atuação, descrevendo a profissão como um equilíbrio constante entre vaidade e insegurança. Ao revisitar sua trajetória — desde os tempos de coroinha na infância até o sucesso nacional —, o veterano incentivou novos talentos a não ficarem reféns de oportunidades externas. Ele defendeu que o artista deve ser um agente transformador em sua própria comunidade, desenvolvendo projetos locais com autonomia.
Sem fórmulas mágicas
O artista também aproveitou a ocasião para desmistificar o trabalho de atuação. Contrário a métodos radicais ou cobranças excessivas, Betti afirmou que não acredita em fórmulas rígidas para a preparação de um ator. Em uma postura inclusiva, ele celebrou a diversidade de caminhos na carreira artística, citando colegas que conquistaram o reconhecimento do público através de trajetórias distintas, provando que a arte não precisa de limites impostos para florescer.