Pescadores da cidade de Maricá, no litoral do Rio de Janeiro, estão denunciando uma série de atividades de pesca irregular realizadas por traineiras próximas à orla. Mesmo com a proibição de navegar a menos de 200 metros da costa, essas embarcações são frequentemente flagradas em áreas próximas às praias, prejudicando a pesca tradicional e afetando a subsistência dos pescadores locais.
Diante dessa preocupante situação, a Prefeitura de Maricá tomou uma iniciativa para combater a pesca ilegal, estabelecendo um convênio com a Marinha do Brasil. O objetivo desse acordo é fortalecer a fiscalização ambiental no município, contando com o apoio da Guarda Municipal para monitorar e fiscalizar as embarcações que desrespeitam a legislação ambiental.
No entanto, os pescadores caiçaras, que dependem diretamente da pesca para sustento, estão cobrando da prefeitura uma ação mais efetiva. Eles reivindicam a presença constante da lancha de fiscalização, que foi adquirida recentemente, para monitorar as áreas de proteção ambiental e verificar se as embarcações estão devidamente documentadas.
Essa demanda se torna ainda mais urgente, uma vez que os pescadores relatam invasões constantes por parte das traineiras, que, segundo eles, adentram a área de pesca dos locais quando não encontram peixes em suas próprias regiões de atuação.
Diante desse impasse, os pescadores esperam que as autoridades municipais cumpram o acordo firmado com a Marinha e intensifiquem a fiscalização, a fim de coibir a pesca ilegal e garantir a sustentabilidade da atividade pesqueira tradicional em Maricá.