Escola conveniada é alvo de investigação após relatos de abuso sexual contra crianças.
A Polícia Civil do Rio de Janeiro instaurou inquérito para investigar denúncias de abuso sexual contra crianças em uma escola particular conveniada em Petrópolis, na Região Serrana. Segundo as informações, as supostas vítimas teriam entre três e cinco anos de idade. A investigação ganhou força após a procuração de mães ao Conselho Tutelar, relatando situações semelhantes.
Conselho Tutelar e Ministério Público agem em proteção às crianças.
Ao receber as primeiras denúncias, o Conselho Tutelar atuou imediatamente para garantir a proteção das crianças e de suas famílias. O conselheiro responsável pelo caso, Renan Lima, informou que o suposto agressor foi afastado e a criança acolhida e ouvida por órgãos competentes. A notícia de fato foi encaminhada ao Ministério Público, que colabora ativamente com as apurações.
Medidas cautelares e acompanhamento psicológico.
Diante das acusações, a direção da escola decidiu afastar preventivamente integrantes da equipe administrativa e quatro funcionárias. As crianças que teriam sido expostas a situações de vulnerabilidade estão recebendo acompanhamento do Núcleo de Atendimento Psicológico Especializado (NAP), ligado à Secretaria de Assistência Social do município. O caso é monitorado de perto pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro.
Prefeitura acompanha caso e escola reforça segurança.
A Prefeitura de Petrópolis informou que, embora os alunos e funcionários envolvidos não pertençam à rede municipal de ensino, o município acompanha a situação por se tratar de uma instituição conveniada. A Secretaria de Educação orientou a mantenedora da escola a afastar os profissionais citados para preservar o ambiente escolar. A direção da instituição declarou ter conhecimento de uma denúncia e que todas as providências legais foram adotadas, incluindo o afastamento dos citados e o reforço das medidas de segurança. Um espaço mencionado nos relatos deixará de ser utilizado e mudanças internas visam ampliar a supervisão dos alunos.
Investigados negam acusações e colaboram com a apuração.
Informações preliminares indicam que os dois investigados negaram as acusações, considerando-as improcedentes. Ambos declararam total disposição para colaborar com as autoridades e com as investigações, confiantes de que a verdade será esclarecida. A Polícia Civil segue realizando diligências e, em respeito à natureza do caso envolvendo menores, detalhes da investigação não estão sendo divulgados.