Dívida pública federal sobe a R\$ 7,94 trilhões em julho, enquanto brasileiros enfrentam inflação, desemprego e queda de renda.
A dívida bruta do governo federal passou de R\$ 7,883 trilhões em junho para R\$ 7,939 trilhões em julho, registrando alta de 0,71% em relação ao mês anterior, informou o Tesouro Nacional nesta quarta-feira (27).
O aumento se refletiu principalmente na Dívida Pública Mobiliária Federal Interna (DPMFi), que passou de R\$ 7,581 trilhões para R\$ 7,631 trilhões, com variação de 0,66%, devido à emissão líquida negativa de R\$ 31,04 bilhões e à apropriação positiva de juros de R\$ 80,94 bilhões.
Já a Dívida Pública Federal Externa (DPFe) apresentou alta de 1,96%, encerrando julho em R\$ 308,05 bilhões (US\$ 54,99 bilhões), sendo R\$ 255,64 bilhões em dívida mobiliária e R\$ 52,42 bilhões em dívida contratual.
A maior parte dos papéis da dívida externa está denominada em dólar, correspondendo a mais de 91% da DPFe.
Composição da Dívida
O Tesouro Nacional apontou mudanças na composição da dívida por indexadores:
Prefixados: reduziram de 21,57% para 20,16%.
Atrelados a índices de preços: avançaram de 26,45% para 26,72%.
Taxa flutuante: aumentou de 48,16% para 49,25%.
Dívida atrelada ao câmbio: cresceu de 3,82% para 3,87%, reforçando o perfil ainda predominantemente doméstico da dívida federal.
O custo médio da dívida pública federal** também subiu nos últimos 12 meses:
DPF total: de 11,41% a.a. para 11,63% a.a.
DPMFi: de 11,70% a.a. para 11,91% a.a.
DPFe: de 4,41% a.a. para 5,04% a.a., influenciado pela desvalorização do real frente ao dólar.
Impactos na População
Enquanto a dívida cresce e o governo amplia gastos, a população sente no bolso:
Inflação alta e preços de alimentos em elevação, dificultando encher a geladeira.
Desemprego e queda da renda, aumentando a vulnerabilidade das famílias.
Redução do poder de compra, pressionando ainda mais os cidadãos comuns.
O aumento da dívida pública também influencia taxas de juros, investimentos e a confiança de investidores estrangeiros, mostrando que o desequilíbrio fiscal não é apenas um número, mas afeta diretamente o cotidiano e a sobrevivência da população brasileira.