Postos de saúde fechados durante o Carnaval sobrecarregam hospital e deixam população sem atendimento em Maricá…

Um caso ocorrido nesta sexta-feira, 13 de fevereiro, escancarou a falta de planejamento da rede pública de saúde de Maricá e o impacto direto dessa desorganização na vida da população.

A moradora “Maria Cristina”, de 53 anos, residente no bairro Mumbuca, relatou que foi mordida por um gato em situação de rua ao tentar retirar o animal do meio da via para evitar que fosse atropelado.

Após o incidente, ela procurou atendimento no Hospital Municipal Conde Modéstia Leal, onde recebeu a primeira vacina e foi orientada por um médico a tomar outras três doses complementares em um posto de saúde próximo de sua residência.

Seguindo a orientação médica, Maria Cristina buscou atendimento em diferentes unidades básicas de saúde do município, incluindo o posto central, o posto de outra unidade no Centro de Maricá. No entanto, encontrou todos os postos fechados, sem qualquer atendimento à população.

De acordo com o relato feito à TVC, o fechamento das unidades ocorreu no início do período de Carnaval, o que indica uma liberação generalizada de funcionários sem planejamento alternativo para garantir o atendimento básico à população. Como consequência, moradores passaram a procurar diretamente o hospital municipal.

Sem conseguir receber as vacinas necessárias nos postos de saúde, Maria Cristina retornou ao Hospital Conde Modéstia Leal na tentativa de completar o protocolo de vacinação. No entanto, encontrou o hospital superlotado, com longa espera para atendimento, justamente por absorver a demanda que deveria estar sendo atendida nas unidades básicas.

O caso evidencia uma falha grave na organização do sistema de saúde municipal. Situações como mordida de animais exigem acompanhamento imediato e contínuo, e a interrupção do atendimento nos postos transfere toda a pressão para o hospital, comprometendo o atendimento de urgência e emergência.

A ausência de funcionamento das unidades básicas durante um período previsível do calendário revela descaso com a população e falta de planejamento da gestão pública. A população fica sem alternativas, exposta a riscos e obrigada a enfrentar filas e superlotação hospitalar.

Até o momento, não houve posicionamento oficial da Prefeitura de Maricá ou da Secretaria Municipal de Saúde sobre o fechamento dos postos nem sobre medidas para garantir atendimento à população durante o período de Carnaval