Prefeito afastado de São Bernardo viola medida cautelar e volta a ser alvo da Justiça

O prefeito afastado de São Bernardo do Campo, Marcelo Lima (Podemos), voltou ao centro das atenções após violar, na última sexta-feira (12), uma das medidas cautelares impostas pelo Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP).

Monitorado por tornozeleira eletrônica, Lima deixou o perímetro da cidade por sete minutos, acionando o alarme do equipamento, segundo documentos da Secretaria de Segurança Pública (SSP).

O político alegou que a saída ocorreu por conta de uma interdição na Avenida Piraporinha, que o obrigou a passar rapidamente por Diadema.

O episódio foi registrado oficialmente e anexado ao processo que investiga o esquema de corrupção revelado pela Operação Estafeta, que já afastou Lima do cargo e expôs um rombo milionário nos cofres públicos.

O prefeito afastado cumpre medidas alternativas à prisão preventiva, entre elas: afastamento do cargo por um ano, proibição de sair da comarca, recolhimento noturno e uso de tornozeleira. A defesa dele ainda não se manifestou sobre a nova violação.

A investigação da PF aponta para uma organização criminosa que desviava recursos de contratos da prefeitura e da **Fundação ABC, envolvendo políticos, empresários e servidores.

O suposto operador financeiro, Paulo Iran Paulino Costa, ex-servidor da Alesp, continua foragido.

Na casa dele, foram encontrados quase R\$ 14 milhões em espécie, além de anotações que detalhavam o destino da propina, incluindo pagamentos de despesas pessoais de Lima e de sua família.

Enquanto Paulo Iran não se apresenta à Justiça, outros três suspeitos já obtiveram liberdade provisória.

A Polícia Federal segue buscando provas e responsabilização dos envolvidos, enquanto o caso expõe a profundidade do aparelhamento da máquina pública em São Bernardo.