Prefeito de Maricá Ignora Pauta da Educação, Mas Age Rápido para Punir Grevistas, Aponta Sindicato

A relação entre o governo municipal de Maricá e os professores da rede pública atinge um ponto crítico, com o Sindicato da categoria divulgando uma nota contundente cobrando o cumprimento de promessas e denunciando a postura do prefeito Washington Quaquá .

Segundo o sindicato, a gestão demonstra uma clara falta de diálogo e adota medidas punitivas contra os educadores, levantando sérias questões sobre a postura democrática da administração.

Um dos pontos centrais da cobrança é a recomposição salarial de 5%, referente à inflação acumulada até janeiro, promessa feita publicamente pelo próprio prefeito em suas redes sociais há mais de dois meses, mas que até o momento não se concretizou.

A entidade também questiona a morosidade no processo de ampliação da carga horária dos professores, tema que teria sido acordado em reunião em fevereiro, sem que nenhuma informação concreta fosse repassada ao sindicato nos 60 dias subsequentes.

Outra pauta antiga e ainda sem solução é a inclusão dos profissionais de apoio no Plano de Cargos, Carreiras e Remuneração (PCCR) da Educação, um pleito que se arrasta por mais de um ano.

A tensão entre a categoria e o executivo municipal se acirrou após a paralisação realizada pelos professores em fevereiro.

Em resposta à manifestação, o prefeito anunciou e concretizou o corte de ponto dos educadores, uma medida vista pelo sindicato como uma retaliação.

A nota da entidade enfatiza a recusa do prefeito em receber os representantes da categoria para discutir as demandas, mesmo sendo ele próprio um professor ciente das dificuldades enfrentadas pela classe.

“A nota deixa claro como o prefeito tem um comportamento ditatorial, pune os professores cortando o ponto e se nega a receber a categoria através do seu Sindicato”, afirma o texto divulgado.

Professores critica a dissonância entre a imagem de gestor democrático propagada na imprensa e a realidade de um governo que, segundo a categoria utiliza as palavras de forma estratégica, mas falha em honrar seus compromissos.

Diante deste cenário, a nota sindical conclui defendendo o direito dos professores de exercerem atos em defesa da categoria, amparados por lei, frente àquilo que consideram uma gestão que se distancia do diálogo e da valorização dos profissionais da educação em Maricá.

A expectativa é que a pressão da categoria e a exposição da situação forcem o governo municipal a reconsiderar sua postura e a abrir um canal de negociação efetivo.