PUC-Rio proíbe atos político-partidários no campus após estudantes organizarem protesto contra o PT

Decisão da Vice-Reitoria

A Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio) vetou a realização do ato político intitulado “A PUC também é nossa”, que estava programado para ocorrer nesta terça-feira (13), no campus da Gávea. A manifestação, organizada por um grupo de estudantes, tinha como objetivo expressar críticas ao governo federal e ao Supremo Tribunal Federal (STF).

Motivação da suspensão

Em comunicado oficial, a Vice-Reitoria Comunitária da universidade justificou a proibição como uma medida preventiva. Segundo a instituição, a decisão visa proteger a integridade física e moral dos alunos e funcionários, além de garantir um ambiente de convivência pacífico diante do atual cenário de polarização política no país. A proibição de eventos de natureza político-partidária se estende a todas as dependências da universidade até o fim das eleições.

Reivindicações dos organizadores

O grupo de estudantes, que se define como parte de uma juventude conservadora, buscava utilizar o espaço para questionar gastos públicos e a atuação do STF. Além disso, os organizadores planejavam entregar à reitoria um documento com propostas para ampliar o que chamam de “pluralidade política” dentro da instituição, argumentando que a universidade não deveria ser um ambiente de pensamento único.

Apoio político e posicionamento da universidade

O ato ganhou visibilidade após o senador Flávio Bolsonaro (PL) gravar um vídeo em apoio aos estudantes, afirmando que a iniciativa representava uma mudança necessária no comando do país. Em resposta à repercussão, a PUC-Rio reforçou em nota que mantém seu compromisso com o diálogo e a formação cidadã, destacando que os valores institucionais devem prevalecer especialmente em momentos de maior tensão social, prezando pelo respeito às diferenças no ambiente acadêmico.