Maricá vive um momento histórico e não é por algo positivo.
Estamos diante de um governo que banaliza aquilo que deveria ser mais precioso para a cidade: seus recursos, sua dignidade, e o futuro de seu povo.
O prefeito Washington Quaquá se projeta nacionalmente como um “estadista generoso” ao anunciar o repasse de parte dos royalties do petróleo para municípios vizinhos. Mas essa narrativa, além de falaciosa, esconde uma verdade incômoda: a sangria mensal de recursos que pertencem a Maricá, sacrificados em nome de um projeto político pessoal.

Decisões Judiciais Claras: Justiça Defende Maricá…
É fundamental entender a dimensão jurídica dessa história:
O Superior Tribunal de Justiça (STJ), o Supremo Tribunal Federal (STF) e o Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) ou seja, as mais altas instâncias da Justiça brasileira rejeitaram por unanimidade pedidos como o de São Gonçalo para serem reconhecidas como zona principal de produção petrolífera.
Essas decisões se basearam em relatórios técnicos da ANP e do IBGE, que atestam que São Gonçalo não está localizada em frente aos campos de petróleo requisito
fundamental para o reconhecimento e direito aos royalties. Essas decisões deveriam proteger Maricá e assegurar que os recursos permanecessem aqui, sendo investidos no povo que gera essa riqueza.
R$ 300 milhões por mês: a cifra que revela a dimensão do problema
E aqui está o ponto mais chocante:
Maricá vai repassar cerca de R$ 300 milhões POR MÊS a outros municípios.
Não é um ato simbólico.
Não é ajuda emergencial.
É uma sangria contínua um fluxo de recursos que poderia transformar Maricá de dentro para fora sendo usado para alimentar estratégias externas.
Com R$ 300 milhões mensais, Maricá poderia:
gerar empregos para seus próprios moradores;
fortalecer programas sociais que atendam aos mais vulneráveis;
melhorar de forma real e sustentável os sistemas de saúde e educação;
resolver problemas crônicos de infraestrutura e mobilidade;
reduzir a desigualdade que cresce mês a mês.
Mas isso não acontece.
Outras cidades concordaram mas nenhuma vive o que Maricá vive.
Algumas pessoas podem dizer que “outras cidades também fizeram acordos similares”.
Mas é preciso deixar isso absolutamente claro:
nenhuma das cidades que concordaram em receber parte desses recursos vive a realidade de Maricá.
Enquanto aqui:
milhares de moradores perderam seus empregos, muitos deles substituídos por pessoas trazidas de fora para atender a articulações políticas;
benefícios sociais foram cortados sob o pretexto de “equilíbrio financeiro”;
comunidades inteiras vivem na incerteza e no abandono;
o governo municipal transforma a administração em plataforma de poder e não serviço público

lá fora, pode haver acordos, mas não há a mesma tragédia social e econômica.
Nada justifica que Maricá ajude sem antes a população está assistida.
Um governo generoso para fora, mas indiferente para dentro.
A incoerência é flagrante:
Para foraQuaquá posa de líder sensível, que estende ajuda a outras cidades.
Para dentro essa sensibilidade evapora diante da realidade dura do povo de Maricá.
Aqui, a população sente na pele:
falta de emprego;
instabilidade econômica;
cortes de benefícios;
projetos essenciais parados;
ausência de visão social estratégica.
Enquanto isso, o governo prioriza…
A Ceia Farta do Poder vs. a Mesa Vazia do Povo

E é aí que se encontra o contraste mais doloroso:
Enquanto milhares de famílias de Maricá enfrentam um fim de ano com **a mesa vazia, preocupadas com contas e futuro incerto, Quaquá, vereadores, secretários e apadrinhados celebram confraternizações com mesas fartas.
Salões iluminados.
Taças erguidas.
Fotos perfeitas para redes sociais.
Brindes e sorrisos cínicos de quem vive num universo paralelo ao sofrimento real.
E os vereadores?
Muitos deles, ao invés de fiscalizar, de questionar, de defender o povo que os elegeu…
sentam-se a essa mesa da luxúria batem palmas para o que deveria ser condenado e mantêm silêncio sobre a realidade das ruas.
A realidade que não pode ser ignorada.
Enquanto a imprensa olha apenas para vagas de emprego futuras promessas incertas que talvez um dia se materializem a população de Maricá vive a realidade concreta:
desemprego real;
fome real;
falta de perspectiva real;
dor real.
E toda essa realidade é fruto não de um destino inevitável, mas de decisões políticas específicas que priorizam poder sobre dignidade, alianças sobre justiça, imagem sobre bem-estar coletivo.
A pergunta que não cala: e o povo de Maricá?
Se o valor dos royalties é nosso por direito;
Se a Justiça reconheceu isso;
Se outras cidades não vivem a mesma tragédia social;
por que o prefeito decidiu entregar R$ 300 milhões por mês a municípios vizinhos, sabendo do impacto devastador aqui?

A resposta é clara:
Porque essa decisão não é administrativa.
Não é solidária.
É política.
É um movimento calculado para fortalecer um projeto de poder custe o que custar à população de Maricá.
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