A nova crise política em Maricá começou logo depois que a internet expôs a rejeição ao projeto natalino da prefeitura considerado pela maioria dos moradores como uma ruptura da magia do Natal, da tradição do “bom velhinho” e de tudo que simboliza o nascimento de Cristo.
Poucos dias após as críticas ganharem força, o prefeito Washington Quaquá enviou para a Câmara Municipal uma mensagem pedindo o corte do Abono de Natal, um dos benefícios mais aguardados do ano por famílias de baixa renda e servidores municipais.

A atitude foi interpretada pelo público como retaliação direta, já que o desgaste do evento de Natal atingiu níveis que nem a imprensa tradicional conseguiu esconder.

Internautas apontaram que Quaquá insistiu em impor sua visão pessoal de cultura natalina chegando a declarar que “o Papai Noel não representa a verdade brasileira”, frase que repercutiu negativamente entre crianças, pais e educadores.
Segundo moradores consultados pela TVC, a gota d’água foi ver o prefeito, condenado, ficha suja e investigado em diversas frentes, reagindo às críticas com mais cortes e ataques ao bolso da população.
Gestão sob acusações e uso político da máquina…
A reportagem apurou que o prefeito age com agressividade quando contrariado, usando a máquina pública como instrumento de pressão.
Lideranças comunitárias afirmam que Quaquá prioriza projetos pessoais, enquanto serviços essenciais enfrentam cortes.
O Tribunal de Contas já barrou licitações milionárias da atual gestão incluindo despesas ligadas à escola de samba do próprio prefeito, que consumiu cerca de R$ 8 milhões e terminou apenas em 5º lugar no desfile deste ano.
Além disso, a prefeitura destinou mais de 30 milhões de reais para o evento de Natal criticado por desrespeitar a tradição e ignorar a opinião popular. “Ele quer apagar símbolos que fazem parte da infância das crianças e impor a própria vaidade acima da cidade”, afirma um líder comunitário ouvido pela TVC.
Cresce o temor de confronto e desespero social…
As lideranças de comunidades de Maricá relataram à TVC que a população está sendo empurrada ao limite:
demissões,
cortes de benefícios,
projetos pessoais milionários,
invasão política de pessoas sem vínculo com a história local,
uso de cargos estratégicos para ampliar poder.
“Quaquá está levando o povo para o confronto”, disse uma liderança da região do Inoã. “Ninguém aguenta mais. Ele governa de fora para dentro e faz questão de ver os mais pobres sofrerem.”
O clima é de revolta. A rejeição já se transformou em ódio político, semelhante ao que levou à queda de gestores que tentaram manipular a cidade e os recursos públicos para permanecer no poder.
No caso de Maricá, há um agravante: a própria população afirma que o prefeito é mau e faz questão de usar a máquina pública para aumentar sofrimento frase que ele mesmo já admitiu no passado, dizendo que “o mal tem prazo de validade”.
Câmara pressionada a reagir
Vários representantes comunitários informaram à TVC que irão gravar áudios e depoimentos pedindo ao presidente da Câmara, vereador Aldair, que impeça a aprovação do corte do Abono de Natal.
Lideranças destacam que Aldair “conhece a realidade, porque veio de baixo” e não pode permitir mais violência contra o povo.
A TVC irá divulgar todos os depoimentos assim que forem enviados.